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O ano da privacidade: uma retrospectiva de como 2019 foi uma prévia do que 2020 guarda

2019 foi o ano em que mais se discutiu privacidade

A previsão feita no final de 2018, de que preocupações com privacidade iriam crescer em 2019, estava correta. Durante este ano, foram criados grandes desafios para profissionais de marketing digital nos quesitos de audiência, identificação, segmentação e acompanhamento.

Em uma janela de 12 meses, a privacidade teve um efeito profundo em várias áreas do marketing digital. Enquanto 2019 se desenrolava, os efeitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ficaram mais claros tanto na União Europeia quanto em outras partes do mundo.

Como esperado, as multas começaram a acumular e desgaste de financiamentos, equipes e esforços para manutenção de compliance chegaram ao limite — particularmente para as partes que precisavam obter o consentimentos do consumidor para entrega de dados.

O que também ficou óbvio foi que reguladores exigem ainda mais do mercado digital que transaciona em tempo real dados de consumidores. Em junho, o Information Commissioner’s Office (ICO), que é responsável por implementar a LGPD no Reino Unido, publicou seu “Relatório de atualização sobre adtechs e lances em tempo real”.

O relatório descreveu as preocupações do ICO com a criação e o compartilhamento de dados pessoais que vêm de práticas de real-time bidding (RTB). O documento deu até o final do ano para o setor de tecnologia de anúncios resolver alguns dos seus problemas e as repercussões desse mandato com certeza serão vistas em 2020.

Outro ponto que também será sentido em 2020 é o crescimento da repressão no rastreamento que terceiros fazem por meio dos navegadores.

Era esperado que os Intelligent Tracking Protection (ITP) 2.0, 2.1 e 2.2 da Apple afetassem as habilidades dos anunciantes de segmentar e acompanhar as audiências em 2019 e isso aconteceu, já que alguns anunciantes decidiram tirar o investimento de mobile feito para o Safari e colocá-lo em anúncios dentro de aplicativos. Percebe-se que o Google também irá reforçar as configurações de privacidade do Chrome no próximo ano.

De uma forma ou de outra, é possível dizer que a privacidade digital atingiu seu auge em 2019, no entanto uma suposição ainda mais precisa é que os problemas com privacidade digital vão atingir seu auge no ano seguinte assim que o California Consumer Privacy Act (CCPA) for efetivado. Como aconteceu com a LGPD, muitos negócios não estarão preparados para o CCPA e vários outros ainda estarão lutando para se preparar graças aos encargos financeiros e de recursos que a regulação impõe.

Em tempo, 84% das companhias estadunidenses cumprem duas ou mais leis de privacidade e quase metade desse número cumpre com seis ou mais, de acordo com uma pesquisa da IAPP e da TrustArc feita com profissionais de todo mundo em outubro de 2019.

Este conteúdo é uma tradução e adaptação do texto originalmente produzido pelo eMarketer.

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