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Estatísticas da Black Friday 2017: como o evento aumentou as vendas?

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Provavelmente, você ouviu falar de Black Friday nestes últimos dias, não é mesmo? O assunto do momento foi todas as promoções e oportunidades de comprar com um preço mais acessível.

Ela é um dos eventos mais aguardados para as lojas de varejo e e-commerces do mundo. É a chance de aumentar as suas vendas e engajar os consumidores com campanhas incríveis e irresistíveis.

O Brasil, apesar de ter ficado no 23º lugar do ranking de buscas no Google sobre esse evento, está conquistando cada vez mais consumidores de várias faixas etárias e gêneros.

Infelizmente a edição desse ano aconteceu no dia 24 de novembro e já acabou, mas isso quer dizer que você pode ir se planejando para o ano que vem.

Porém, para se planejar corretamente vamos ver alguns dados e estatísticas para você se basear em informações concretas.

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O surgimento da Black Friday

Antes de mais nada, vamos conhecer um pouco mais sobre esse evento e suas origens.

A Black Friday nasceu nos Estados Unidos e inaugura a temporada de compras para o Natal. Ela sempre acontece um dia depois do Dia de Ação de Graças nos EUA, por isso é celebrada um dia após a quarta quinta-feira de novembro.

Com o surgimento da tecnologia e a expansão do Marketing Digital, várias empresas do mundo decidiram encarar esse evento como uma forma de obter lucro.

Como complemento, existe a Cyber Monday, que é um dia dedicado às compras pela Internet e ocorre na segunda após a Black Friday.

O panorama da Black Friday 2017

Para saber mais sobre como foi a pesquisa da palavra-chave “Black Friday” nos motores de busca, como o Google, usamos o Google Trends.

Nessa ferramenta, conseguimos fazer um comparativo entre o interesse do assunto em 2017, 2016 e 2015. Com isso, descobrimos que o interesse mundial pela Black Friday aumentou 27% nos últimos 2 anos.

Esse dados mostram como esse evento que nasceu nos Estados Unidos está expandido no Mundo todo e atinge cada vez mais novos países.

Os top 5 do ranking de interesse sobre a black friday no google entre os estados do Brasil foram:

  1. São Paulo;
  2. Distrito Federal;
  3. Minas Gerais;
  4. Rio de Janeiro;
  5. Santa Catarina.

Porém, se interessar por algo e pesquisar é diferente de realmente efetuar a compra. Segundo a Atlas, a região sudeste continua com a maioria dos pedidos, 61,7%, mas com uma redução de 1,3% se comparado com 2016. Já a região nordeste, aumentou de 9% para 10,2%.

Um outro dado muito interessante que descobrimos com o Google Trends é que comparando as regiões do Mundo, a África do Sul foi o país que mais procurou sobre a Black Friday no mundo e lidera o topo desde 2016, ultrapassando os Estados Unidos. Já o Brasil ficou em 23º lugar.

Um dado curioso da pesquisa da Atlas é que a participação do gênero feminino na Black Friday só vem aumentando. Na edição de 2017, a participação foi de 54,5%, maior que no ano de 2016 (53,7%).

Isso mostra que ambos os gêneros estão se envolvendo nas campanhas e que as pessoas do gênero feminino fazem mais compras online.

Navegação nos sites

A experiência do usuário e a preocupação com um design responsivo é essencial nesse momento.

Isso acontece pois a falta dessas práticas nas lojas virtuais podem levar a desconsideração da marca. Um possível cliente pode até mesmo sair do seu site se ele não for responsivo.

Nesse momento, é preciso fazer o possível para manter o seu futuro cliente interagindo com a sua marca e interessado nos benefícios que você pode trazer.

Não adianta ter um preço bom, mas contar com um design que não passa credibilidade.

Basta apenas 8 segundos para um usuário da Geração Z decidir se ele vai continuar no seu site ou não. Além disso, neste ano, o tempo médio de navegação caiu 8,3% e a taxa de rejeição aumentou 11,2% em relação a 2016, segundo a Atlas.

Quando consideramos as vendas, podemos ver que as compras realizadas por meio de dispositivos móveis representaram 26,5% de todo o volume financeiro brasileiro, um crescimento de 41,5% em relação ao ano passado, segundo a Ebit.

Já a pesquisa “E-commerce Radar Black Friday 2017” da Atlas mostrou que, com o aumento dos smartphones, a parcela de compras por dispositivos móveis cresceu de 23,2% para 32,5% comparada ao ano passado.

Produtos mais comprados

Fazer a sua campanha antes do evento faz muita diferença.

De acordo com o Google Trends, os top 10 dos tópicos brasileiros relacionados à pesquisa da palavra-chave “Black Friday” no Google foram:

  1. Sony Xperia Z2;
  2. Burger King;
  3. Subway;
  4. Vans;
  5. Magazine Luiza.

Essas empresas listadas tiveram campanhas incríveis e desempenharam muito bem durante essa edição. Por causa disso, a repercussão foi nítida.

Além disso, as categorias com maior número de pedidos na Black Friday, segundo a Ebit, foram eletrodomésticos e itens de moda. Os eletrodomésticos representaram 16% dos pedidos, enquanto a categoria de moda e acessórios representou 12%.

Número de pedidos

A Atlas fez um comparativo entre o número de pedidos dos produtos nas edições de 2017 e 2016.

Os top 5 de pedidos feitos segundo a pesquisa “E-commerce Radar Black Friday 2017” foram:

  1. Alimentos e Bebidas (74%);
  2. Eletrodomésticos (54%);
  3. Farmácia (43%);
  4. Tabacaria (42%);
  5. Ótica e acessórios (34%).

Além disso, eles verificaram o aumento do número de pedidos da Black Friday comparado com um dia normal. Os top 5 foram:

  1. Eletrodomésticos (15,8 vezes);
  2. Moda e acessórios (12,8 vezes);
  3. Material escolar (9,2 vezes);
  4. Produtos para bebês e crianças (7,4 vezes);
  5. Calçados e acessórios (6,0 vezes).

Vendas realizadas

Coletamos vários dados sobre as vendas realizadas no período da Black Friday e comparamos com os anos anteriores também. Confira 6 estatísticas dos principais resultados dessa edição:

1. A Black Friday de 2015 fez o mercado de e-commerce movimentar R$ 1,5 bilhão. – Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico

2. Em 2017, as previsões de vendas da BlackFriday.com.br, organizadora do evento oficial, e da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) foi entre: R$ 2,2 bilhões e R$ 2,5 bilhões. – G1

3. Em 2016 as vendas cresceram 11%, já em 2017 o crescimento foi de somente 4,9%. – Serasa Experian de Atividade do Comércio

4. As vendas nos comércios de rua e shoppings centers caíram 6,1% em seu crescimento se comparadas com o ano passado. – Serasa Experian de Atividade do Comércio

5.  As vendas do comércio eletrônico cresceram 10,3% na Black Friday de 2017 em comparação com o mesmo período do ano passado. – Ebit

6. O número de pedidos cresceu 14%, de 3,30 milhões para 3,76 milhões, enquanto o ticket médio caiu 3,1%, de R$ 580 para R$ 562, na comparação com a Black Friday de 2017 e 2016. – Ebit

7. No dia da Black Friday os e-commerces venderam, em média, 21% a mais que o ano passado e 7,9 vezes a mais que um dia normal. – Atlas

8. 36,2% dos pedidos captados na Black Friday tiveram frete gratuito, aumento de 3,3% em comparação com a edição passada. Além disso, esse número foi mais alto que a média geral, ocasionada pelo aumento do ticket (R$442). – Atlas

Forma de converter mais

A Black Friday é uma forma de converter mais.

A Atlas analisou a taxa de conversão das marcas nesse período e verificou que ela aumentou de 2,4% para 2,7% se comparada ao último ano.

Isso é um aumento importante, já que a média de conversão em períodos sem promoções é de 1,6%.

Essa pesquisa também verificou a taxa de conversão nos estados do Brasil. Santa Catarina foi o estado com a maior taxa, totalizando 3,4% a mais que o ano passado.

Além disso, os e-commerces brasileiros são muito dependentes de buscas em mecanismos de busca para conquistar clientes. Cerca de 48% das transações online acontecem após buscas no Google.

Além disso, campanhas patrocinadas no Google são as que mais atraem pedidos, mas o email marketing é uma das origens com maior taxa de conversão (mais de 3,5%).

Confira a comparação dos gráficos de origens das conversões na Black Friday e em dias normais segundo a pesquisa da Atlas:

Melhorias para a próxima edição

Os dados desse ano mostraram que o evento tem um grande potencial, mas ainda tem muito o que melhorar.

O Site Reclame Aqui reuniu 3.503 queixas entre 18h de quinta-feira (23) até o fim da sexta-feira (24) e a propaganda enganosa foi maior motivo de reclamações pelo terceiro ano seguido.


Essas reclamações cresceram 17% em 2017 após 2 anos de queda e o ranking das principais queixas foram:

  1. Propaganda enganosa (13,5%);
  2. Problemas na finalização da compra (9,6%);
  3. Divergência de valores (8,8%);
  4. Produto indisponível (3,8%);
  5. Promoção (3,6%).

Além disso, o Reclame Aqui também informou que recebeu muitas denúncias sobre sites falsos, fretes abusivos e mais caros que os produtos e o grande tempo de entrega.

Um outro ponto importante é que, segundo a Atlas, o número de carrinhos abandonados também aumentou cerca de 3% se comparado ao último ano.

Quanto maior a taxa de abandono de carrinho, menor é a taxa de conversão. Por isso, as lojas virtuais devem evitar, sempre que possível, os motivos que contribuem para que os consumidores não finalizem a transação.

Para diminuir a taxa de abandono, é necessário criar uma estratégia estruturada e utilizar mecanismos para que o consumidor tenha uma boa experiência durante toda a jornada com a sua marca até o momento de compra.

Sabemos que ainda falta muito para a próxima edição, mas quanto mais lições você tirar dessa, maiores as chances de sucesso em 2018.

Junto com a MundiPagg, empresa referência em sistemas de pagamento para e-commerces, nós montamos um material 100% pensado em ações que podem ajudar a planejar não só a Black Friday, mas todas as ações promocionais do seu negócio.

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