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Omnichannel é o segredo para lucrar mais na Black Friday 2019

Black Friday 2019 pede estratégias multicanais para que se tenha lucro

Ainda que a Black Friday brasileira não siga os mesmos moldes de demais países, a data hoje é tão importante quanto outros momentos do comércio. Em comparação com o ano passado, a Black Friday 2019 terá um crescimento positivo, mas nada muito impactante.

De todo modo, isso não significa que ela perdeu sua força. Empresas do segmento de bens duráveis (produtos elétricos) e eletrônicos são as mais interessadas na data, mas outras áreas não podem deixar essa oportunidade passar. O ponto principal é pensar na junção de canais online e offline para conseguir lucrar.

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Crescimento de 4% na Black Friday 2019 faz diferença

Uma estimativa feita pela GfK, empresa de consultoria, aponta uma movimentação de R$ 13,5 bilhões na Black Friday de 2019, o que significa meio bilhão a mais do que em 2018. Ainda que o panorama de desenvolvimento não seja o mesmo dos outros anos, isso representa um crescimento de 4%. Mesmo que pareça pouco, essa porcentagem é importante.

Dados da GfK sobre o faturamento da Black Friday 2019
Dados da GfK

De acordo com o estudo, o otimismo do consumidor é peça-chave para que a data renda bons frutos, tendo em vista que o desemprego retrocedeu no último trimestre. As empresas precisam saber a base de como criar uma boa Black Friday para aproveitar o momento. Assim, é possível desenhar uma estratégia forte e deixá-la pronta para ser executada.

O físico e o digital na Black Friday 2019

A porcentagem de pessoas que pesquisam online antes de comprar em uma loja física é de 47%. Esse é um dos principais apontamentos da pesquisa desenvolvida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento indica que é necessária uma forma de pensarmos a relação do online com o offline. Desde 2017 a tendência do omnichannel pode ser percebida.

Mais do que essa junção, segundo a GfK, as vendas no meio físico têm um crescimento maior que no virtual: 12% no varejo nacional e 8% no varejo regional. Além disso, outras pesquisas detectaram um crescimento real nessa questão e foram mais além.

Houve um aumento significativo na porcentagem dos consumidores que compram em mais de um canal. De 7% em 2018, o número saltou para 25%, mais de três vezes.

Retirar na loja faz toda diferença para a empresa e o consumidor

O melhor benefício para uma estratégia que ligue os meios físicos e digitais é retirar a compra na loja.

Segundo a Provokers, 39% dos compradores dão muito peso a essa possibilidade, o que faz com que ela se torne um fator decisivo na hora da compra. Além disso, 24% dos brasileiros almejam poder usar essa modalidade durante a Black Friday 2019.

Retirar na loja traz vantagens tanto para os clientes quanto para as empresas. No infográfico abaixo, listamos pontos que demonstram como essa modalidade de entrega é um ganho para ambas as partes.

Black Friday 2019: Vantagens de comprar online e retirar na loja, para empresas e consumidores

Caminhos possíveis para lucrar

Mesmo que não muito significativo, o crescimento previsto de 4% aponta possíveis caminhos para que o lucro esteja presente. Um dos insights mais interessantes da pesquisa da GfK é aumentar o número de parcelas no pagamento.

Dessa forma, o negócio investe em produtos premium ou lançamentos e cresce o ticket médio das vendas. Dos participantes do estudo, 76% disseram que já compraram em duas ou mais Black Fridays e pretendem adquirir algo novo também em 2019.

A principal data comercial de novembro virou um momento especial para adquirir itens de desejo. Por isso, grande parte da população espera descontos ou condições exclusivas.

Além de mais parcelas, investir em uma experiência omnichannel fará toda diferença esse ano. A Black Friday do Brasil tem uma forte característica digital, mas os meios físicos de compra despontam como alvos de crescimento que não podem ser ignorados.

Preço importa, mas não é tudo

Uma pesquisa do ano passado feita pelo Zoom em parceria com a Consumoteca apontou que valor era o fator mais importante pro consumidor. Os dados obtidos pelo site que compara preços de produtos são importantes, mas não podem ser pensados sozinhos.

Em um levantamento do Google, outros pontos somaram 54% entre as opções que indicavam fatores de decisão de compra. Veja abaixo as porcentagens de cada um:

  • 16% em confiança na marca;
  • 13% em confiança no produto;
  • 11% em pagar parcelado;
  • 10% em preço cobrado pelo frete;
  • 4% em tempo de entrega da compra.

Um dado interessante a se levar em consideração para pensarmos essa mudança é justamente a desconfiança nos preços. 61% dos entrevistados tiveram a sensação de que os valores na Black Friday anterior não ficaram melhores se comparados com edições passadas. Na verdade, eles acreditam que os preços eram os mesmos ou estavam mais caros.

Para além disso, é comum que certos segmentos de varejo tenham suas datas específicas de maior lucro e nem sempre isso se dá no Natal. Para o setor de bens duráveis e eletrônicos, a Black Friday é esse momento.

Na análise feita pela GfK, a busca por inovações se desponta dentre os objetivos de compra. Os lançamentos tecnológicos são extremamente visados, por isso dar uma atenção especial a produtos premium é um caminho a se seguir em empresas desse setor.

Números para se ter em mente

Abaixo separamos alguns dos dados mais importantes da GfK sobre a Black Friday 2019. Norteie-se por eles para afinar sua estratégia desse ano. Uma atenção especial deve ser dada para pensar em ações que conjuguem a compra online com a offline e promovam uma experiência multicanal.

  • Faturamento online da Black Friday: R$ 13 bilhões em 2018, R$ 13,5 bilhões em 2019 (estimativa);
  • Crescimento em relação a edições anteriores: 2017 para 2018, 9%; 2018 para 2019, 4% (previsão);
  • 92% das pessoas disseram que comprarão na Black Friday 2019;
  • Estimativa de 12% de crescimento no varejo físico nacional;
  • Previsão de 47% de compradores com preferência em uma jornada online e offline.

Para que superemos uma mentalidade que é focada em preço, entenda como aplicar uma lógica de serviços no varejo.

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