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Business Intelligence: o que é e como fazer análise de dados de inteligência empresarial?

Business Intelligence é usar da coleta de dados, organização, análise, ação e monitoramento para tomar melhores decisões e saber se os investimentos feitos estão trazendo bons resultados.

Por muito tempo, as empresas tomaram decisões importantes baseadas apenas na intuição de seus líderes, o que tinha como guia suas experiências passadas e conhecimento do mercado.

Apesar de impérios terem sido construídos assim, o avanço da tecnologia e os resultados que isso trouxe (aumento da competitividade, surgimento de novos mercados, etc.) tornou o cenário de negócios muito mais competitivo.

Assim, se fazia necessário encontrar uma forma mais inteligente e consistente de tomar decisões, uma que não dependesse tanto da capacidade dedutiva de gestores e diretores executivos para funcionar de forma sistemática e escalável.

Entendendo-se que boas escolhas dependem das informações certas, surgiu uma série de conceitos que permitem coletar, gerenciar e distribuir os dados de uma empresa para transformá-los em insights.

Esses conceitos formam o que conhecemos hoje como Business Intelligence. Entenda melhor do que se trata e como usar na sua empresa para torná-la mais eficiente.

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O que é Business Intelligence?

Business Intelligence é usar da coleta de dados, organização, análise, ação e monitoramento para tomar melhores decisões e saber se os investimentos feitos estão trazendo bons resultados.

Como a explicação acima deixa claro, BI não é uma ferramenta, como muitos pensam. Apesar de depender de softwares robustos para entregar todo o valor que se espera, o Business Intelligence (ou Inteligência de Negócios) vai muito além disso.

Os líderes e gestores devem ter em mente que BI é um conjunto de processos que tem por objetivo entregar a informação certa, para a pessoa certa, na hora certa.

É um encaixe perfeito, e que exige grande alinhamento entre três pilares:

  • coleta de dados: tudo o que acontece no negócio é analisado para determinar aspectos-chave, como produtividade, aproveitamento de oportunidades, gargalos, reputação no mercado, etc.;
  • organização e análise: todos os dados captados em cada ação da empresa são organizados em um banco de dados e apresentados de forma visual, para facilitar a análise dos tomadores de decisão;
  • ação e monitoramento: os responsáveis tomam decisões com base nas informações analisadas, e monitoram seus resultados para ver se estão sendo bem-sucedidos.

Por que devo usar BI no meu marketing?

Empresas em expansão enxergam no Business Intelligence uma forma de se manter competitivas mesmo em mercados desafiadores e saturados.

Enquanto muitos negócios desperdiçam “rios” de dinheiro com processos falhos, falta de proximidade com os clientes e produtos que não entregam o valor que deveriam, o BI serve como conselheiro sábio, apontando falhas e destacando oportunidades.

Se ainda está em dúvida quanto à adoção do Business Intelligence como parte da sua estratégia de marketing, veja abaixo boas razões para implementá-lo o quanto antes.

Gestão eficiente de informações

Se existe algo que uma empresa não deve ter problema hoje em dia é em gerar dados e informações sobre seus processos. É fácil aplicar métricas e indicadores-chave de desempenho (KPIs) em qualquer aspecto do negócio.

O problema mesmo está em gerenciar todas as informações e organizá-las para que sejam fonte de esclarecimento, não de confusão ou frustração.

Por meio do sistema de BI, todos os dados relevantes aparecem em dashboards que facilitam a tomada de decisões em todos os níveis organizacionais.

Otimização de processos

Por conta da ação rápida em cima dos dados encontrados, as empresas que usam o Business Intelligence conseguem otimizar processos de maneira muito mais rápida e direta em comparação com as que não o utilizam.

E os processos de uma empresa fazem grande diferença nos resultados, seja em termos de qualidade dos produtos, vendas e retenção de clientes, satisfação dos colaboradores, etc.

Reconhecimento de falhas

Se você não encontra falhas em nenhum processo ou abordagem, provavelmente é porque está falhando justamente em procurá-las.

Não existe empresa perfeita, e é fundamental procurar onde estão os gargalos para impedir que se tornem problemas graves, que ameacem o futuro do negócio.

Alguns problemas, inclusive, não afetam a empresa financeiramente de modo imediato, mas podem minar a moral dos colaboradores e prejudicar o desempenho futuro.

Por meio do BI, é possível encontrar todos esses pontos de ruptura da estrutura organizacional e tomar medidas práticas para resolvê-los o quanto antes.

Identificação de oportunidades

O mesmo princípio citado com respeito ao reconhecimento de falhas se aplica à identificação de oportunidades.

A inovação é o motor de empresas que resistem à prova do tempo, e isso só acontece quando os líderes são capazes de identificar oportunidades e persegui-las antes que outros o façam.

Com os insights poderosos que o Business Intelligence oferece, fica mais fácil encontrar as brechas e oceanos azuis do mercado para se concentrar neles.

Prevenção e gestão de riscos

Riscos fazem parte de qualquer empreendimento, mas também é importante trabalhar para que eles sejam mantidos sob controle (e evitados, sempre que possível).

Em muitos casos, você não vai usar o BI para solucionar problemas ou aumentar as vendas, mas para tomar ações preventivas, que minimizem ou eliminem riscos futuros.

Reconhecimento do mercado

Ninguém continua no mercado sem conhecer bem quem são os players atuais, as ameaças em potencial, as tendências que estão surgindo, quem são os consumidores e como seus hábitos de compra evoluem com o tempo.

Ao avaliar dados cruzados entre diversas fontes, o Business Intelligence fornece um panorama completo, uma visão de 360° do mercado, que lhe dará total condição saber contra quem está competindo e como fazer isso.

Business Intelligence x Big Data

O forte alicerce na análise de dados como fonte de informações estratégicas permeia tanto o BI quanto outra grande tendência da transformação digital: o Big Data.

Antes de mais nada, é importante destacar que se trata de dois conceitos diferentes, cada um com sua importância. Além disso, os dois podem ser combinados para fortalecer ainda mais a tomada de decisões de forma ágil e precisa.

Você sabe quais as diferenças entre os BI e Big Data, e como unir as forças de ambos? Veja agora:

A diferença entre BI e Big Data

Já entendemos que BI engloba levar a informação certa, para as pessoas certas, no momento certo. Isso exige fazer as perguntas certas e analisar os dados com conhecimento de causa para entender os porquês do negócio, agindo em cima deles.

O Big Data, por outro lado, engloba uma enorme quantidade de informações e dados que são usados pelos profissionais de data science, mostrando padrões e correlações, em muitos casos totalmente desconhecidos.

Enquanto um analisa os dados atuais e mostra as próximas ações a tomar, o outro apenas abre um leque maior de possibilidades, que podem se transformar em caminhos para a inovação.

O poder está na combinação de forças

Em vez de escolher entre Business Intelligence e Big Data, os tomadores de decisão devem perceber que o ideal é juntar as forças de ambos para uma compreensão mais abrangente dos dados gerados, que vai resultar em decisões ainda melhores e mais inovadoras.

Gigantes como Amazon e Uber já fazem uso dessa combinação poderosa, o que lhes permite operar em níveis de excelência, por entender o que se passa no dia a dia do negócio (por meio do BI) e construir para o futuro o que ninguém percebeu ainda (por meio do Big Data).

Como aplicar BI na minha empresa?

A aplicação do Business Intelligence exige mais do que escolher uma boa ferramenta, e certamente não pode ser limitada a um cargo ou função específica.

Profissionais de vários setores da empresa devem ser encorajados a usar os dados como base de suas decisões. Mas, acima de tudo, é crucial lembrá-los de que isso não se resume a enxergar informações óbvias nos dashboards.

É preciso ser curioso, buscar a fundo e encontrar as melhores soluções por observar também os dados que não estão na superfície.

Com todos envolvidos, usando o BI como forma de garimpo, e não apenas de consulta, a empresa terá uma estratégia de Business Intelligence que funciona.

3 ferramentas de BI que vale a pena conhecer

Depois de compreender bem o que é Business Intelligence, os benefícios que ele pode trazer para a sua empresa e como pode ser usado em conjunto com o Big Data, é hora de pensar em quais ferramentas usar.

Felizmente, o BI é tão consolidado que existem ferramentas muito robustas, preparadas para atender as necessidades de todo tipo de organização sem problemas.

Fizemos uma lista de 3 ferramentas reconhecidas pela Gartner como líderes em BI e análise de dados. Vale a pena conhecer essas opções na hora de buscar a melhor solução para aplicar na sua empresa:

1. Tableau

Responder perguntas na mesma velocidade com que se pensa nelas, essa é a promessa do Tableau, que está na lista de líderes da Gartner por 6 anos.

Com um sistema do tipo “arrasta e solta”, o programa pode ser usado com simplicidade, apesar de oferecer recursos de sobra para analisar e prever tendências e oportunidades.

3. Microsoft Power BI

A Microsoft já figura na lista da Gartner como líder por 11 anos consecutivos —  a que tem mais tempo na lista — ,o que dá ao empreendedor que escolher o Power BI a segurança de que vai receber o retorno pelo investimento.

A ferramenta oferece conexão com centenas de fontes de dados e pode ser usada mesmo por profissionais com pouco conhecimento técnico sobre analytics, graças aos dashboards e relatórios simples de visualizar.

3. Qlik

Qlik também já figura na lista da Gartner por um bom tempo, 8 anos consecutivos, e oferece várias ferramentas de Business Intelligence.

Entre as mais conhecidas, há o QlikView, uma versão mais simples de descoberta de dados, e o QlikSense, que é mais moderno e voltado para o processamento de linguagem natural, uma das tendências do BI para os próximos anos.

4 Tendências de BI para ficar de olho

Olhar para as tendências não é apenas uma forma de seguir práticas da moda, pois isso traria pouco ou nenhum valor para a empresa  —  poderia até atrapalhar.

Pelo contrário, observar as tendências ajuda a entender que direção o mercado está tomando e se adaptar rapidamente para continuar seguindo as práticas que trazem melhor retorno.

Veja agora 4 dessas tendências, como elas devem afetar o futuro do BI e, consequentemente, da sua empresa:

1. Espaço para o Chief Data Officer

Os cargos executivos mais comuns já fazem parte da chamada estrutura C-Suite que faz parte de médias e grandes empresas. Mas uma tendência para o futuro próximo é que o Chief Data Officer apareça mais vezes nesse quadro.

Se existirá espaço para um CDO, é de esperar que haja profissionais sob sua supervisão, voltados especificamente para analisar e transformar dados em estratégias para todas as áreas de uma empresa.

2. A ascensão da “localização das coisas”

Uma das tendências da transformação digital é a Internet das Coisas, também conhecida como IoT. Mas já existe uma nova vertente dessa tecnologia, voltada para a localização de objetos conectados na rede.

Por meio do compartilhamento de localização de um dispositivo, será possível analisar o contexto em que ele está inserido e oferecer informações em tempo real com base nisso.

Além de aumentar a segurança, rastreando pessoas e objetos, essa tecnologia pode facilitar a criação de experiências mais personalizadas e imersivas com base na localização dos usuários.

3. Integração da análise de dados em diversos cargos e funções

Existem muitos programas universitários focados exclusivamente na análise de dados, e muitas vagas para engenheiro de dados surgindo.

Somando isso à primeira tendência dessa lista, de até cargos C-Level contemplarem profissionais de dados, uma coisa fica clara: vários cargos e funções exigirão tarefas e habilidades relacionadas com o uso de dados.

4. Criação de narrativas à partir de dados

Pensar no uso de dados normalmente nos leva a considerar processos puramente analíticos. Avalia-se um problema, aplica-se uma solução, e o resultado é monitorado. Mas e se existir mais do que isso?

produção de conteúdo como fator de engajamento, persuasão e conversão continua mais forte do que nunca.

Então, a tendência é que os dados sejam usados para enriquecer ainda mais essa estratégia, por contribuir com a criação de narrativas mais interessantes e relevantes, altamente personalizadas para os interesses e necessidades do público.

Para qualquer empresa em expansão, não existe processo melhor para isso do que o Business Intelligence para fortalecer a tomada de decisões. Esse conceito vai muito além de usar uma ferramenta moderna, precisa fazer parte de uma cultura que privilegia a análise de informações como base do processo de desenvolvimento.

Um dos grandes triunfos de quem usa o BI é a capacidade de se manter relevante por meio da inovação. Aprenda o que a queda Blockbuster e ascenção da Netflix podem ensinar sobre o assunto!