Notícia

Byte, o sucessor do Vine, está disponível para iOS e Android. O que as empresas podem esperar disso?

Byte é um novo Vine e promete brigar com o TikTok

Dom Hofmann, o co-criador do Vine que vinha trabalhando silenciosamente no sucessor do app de vídeos curtos, anunciou que seu novo aplicativo, chamado Byte, está disponível para iOS e Android. O app já estava liberado há um tempo na versão beta, mas o lançamento oficial na sexta-feira passada pegou todos de surpresa.

Hofmann tem desenvolvido o Byte por alguns anos, desde que ele deixou o Vine, que foi logo depois da compra do app pelo Twitter. A última vez que tivemos novidades oficiais sobre o lançamento do app (o criador soltava atualizações frequentes no fórum da aplicação) foi em novembro de 2018, quando Hofmann disse que o aplicativo chegaria no outono do ano seguinte.

Isso foi depois de Hofmann ter adiado o seu trabalho no sucessor do Vine, que inicialmente era chamado de V2 antes do projeto ter um rebrand oficial e se tornar Byte, em maio de 2018. Não se deve confundir o nome do aplicativo com a ByteDance, empresa chinesa criadora do TikTok.

Inclusive, essa rede social agora é a maior competição do Byte, já que ela se transformou rapidamente em uma das plataformas mais populares de todos os tempos e tomou o manto do Vine depois que o Instagram e o Snapchat deixaram de ser tão focados em adolescentes e viraram plataformas mais abertas para anúncios.

De fato, Hofmann teve a ideia do nome Byte ainda em 2015, quando ele fazia o design do app. Sua ideia inicial era um aplicativo criativo de curta duração com um componente social similar ao do Vine que, de uma forma inovadora, deixava o usuário customizar trilhas de áudio para tocar por cima de imagens e GIFs, bem parecido com que o TikTok iria fazer um tempo depois, licenciando músicas e criando um tema feito para dublar canções para tomar o estrelato. Hofmann voltou a pensar em Byte como nome oficial do seu produto V2 assim que ele decidiu que seguiria em frente e o lançaria.

Leia também

ByteDance, empresa do TikTok, aumenta meta de receita anual para cerca de U$ 16,8 bilhões

Dom Hofmann perdeu sua deadline de 2019. Mas agora o Byte foi lançado e os saudosos fãs do Vine, que o Twitter descontinuou sem cerimônias depois 4 anos da aquisição, provavelmente estarão felizes de ter algo que os lembra do curto mas profundo espírito criativo do app. Ainda precisaremos esperar para ver se os usuários do TikTok darão uma chance ao Byte e se o app consegue manter o hype e carregar a chama que pertenceu ao Vine.

Em uma entrevista para a TechCrunch, Hofmann disse que o Byte vai introduzir um mecanismo de compartilhamento de receita para os criadores receberem pelo seu trabalho quando o app eventualmente introduzir publicidade. “Estamos olhando tudo isso, mas começaremos com um pagamento que vem dos nossos próprios fundos. Em breve teremos mais detalhes sobre como esse programa vai funcionar”, disse Hofmann. Em uma série de tweets da conta oficial da Byte no Twitter, a empresa diz que “a compensação dos criadores é uma maneira importante de apoiar” tanto a criatividade dessas pessoas quanto a própria comunidade.

O que o Byte pode significar para o mercado das redes sociais?

A expectativa para o novo aplicativo criado por Hofmann não é injustificada, uma vez que o Vine foi um app que moldou o consumo de vídeos curtos. Quando a plataforma foi adquirida pelo Twitter, ela contava com 200 milhões de usuários ativos e o número de visualizações chegava a 1,5 bilhão. Um dos motivos que pode ter causado o fim da rede social foi o fato de que os profissionais de marketing não viam muito ganho para as empresas, uma vez que o ambiente não tinha um sistema de anúncios e focava na experiência de conteúdos entre os Viners e a audiência, sem conjugá-la com terceiros.

A promessa do Byte de compensar monetariamente quem criar os vídeos é um grande diferencial do seu irmão descontinuado. Hofmann já deu a entender que a inserção de ads também não escapará dessa nova empreitada, o que podemos enxergar como um interesse de não afastar o capital das empresas. Assim como o TikTok permite anúncios, o Byte correrá atrás dessa fatia do modelo de negócios.

Este conteúdo é uma tradução e adaptação do texto originalmente produzido pelo The Verge.

Publicações relacionadas
Notícia

Evento da MIT está em sua terceira edição e fala sobre tech-empreendedorismo

Notícia

Nova edição do Frontiers Unlocked, evento da MIT, conta com participação do CEO da Rock Content

Notícia

Frontiers Unlocked — Evento online da MIT Sloan Review Brasil acontece de 5 a 7 de maio

Notícia

Rock Content e Revista HSM convidam Daniel Martins de Barros para webinar ao vivo sobre saúde mental na quarentena