Artigos

Desafios de companhias aéreas frente ao coronavírus

Companhias aéreas

A pandemia da covid-19 abalou as estruturas da economia mundial e um dos setores que mais tem sentido os impactos do coronavírus é o de turismo, incluindo as companhias aéreas. Afinal de contas, a partir do momento que temos que manter o isolamento social, apenas viagens extremamente necessárias são realizadas.

A demanda na aviação civil está em queda livre, pois a cada dia novas decisões são tomadas para o fechamento de fronteiras. Vale ressaltar que, pela primeira vez na história, a União Europeia fez um bloqueio entre os países que fazem parte do grupo.

No Brasil, começou em 30 de março a restrição da entrada de estrangeiros no país, seja qual for a nacionalidade. Apenas brasileiros, imigrantes que moram aqui, estrangeiros em missões internacionais e parentes de brasileiros podem entrar no país.

Faça o download deste post inserindo seu e-mail abaixo

Não se preocupe, não fazemos spam.
Powered by Rock Convert

Como o novo coronavírus atingiu as companhias aéreas

A redução dos voos representa uma mudança drástica na operação das companhias aéreas de todo o mundo. Ilustrando a situação do setor aéreo em números desde que a pandemia começou a se agravar globalmente, se considerarmos o intervalo de tempo entre os dias 16 e 20 de março de 2020 frente ao movimento de 2019:

  • a busca por passagens internacionais caiu 85%;
  • a procura por voos nacionais diminuiu 50%.

O cenário é ainda mais impactante se levarmos em consideração que a Gol já está com 9 em cada 10 aviões parados e a Latam com 70% das aeronaves fora de operação.

A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) estima que o faturamento global das companhias aéreas apresentará perdas na faixa de US$ 113 bilhões. Vale ressaltar que esse cálculo foi realizado previamente ao anúncio de que os Estados Unidos proibiriam o ingresso de voos originados em países europeus, além da China e da Coreia do Sul.

Movimentações nas empresas brasileiras

As áreas brasileiras têm tomado medidas importantes para lidar com a crise frente ao coronavírus. A política de alteração e cancelamento de bilhetes está sendo constantemente atualizada por cada uma das empresas. Então, caso a data do seu voo não esteja descrita, lembre-se de consultar o site da instituição para verificar se novos comunicados foram feitos.

Quem comprou uma passagem aérea com pontos ou milhas do cartão de crédito, fica enquadrado na mesma política dos voos pagos em moeda corrente, desde que sua validade seja respeitada. A dica para situações nas quais os pontos tenham vencido entre a aquisição da passagem e o cancelamento, é realizar a remarcação em vez de solicitar o reembolso.

Consumidores que realizaram a emissão de seus bilhetes por meio de agências de turismo precisam entrar em contato direto com a agência para resolverem a questão.

Azul

A companhia aérea modelou sua política de alterações e cancelamentos de acordo com a data da viagem. Quem tem voos até o dia 30 de abril de 2020, pode realizar uma alteração sem a cobrança de nenhuma taxa, para viagens até 30 de novembro do mesmo ano.

Apenas terão que arcar com custos extras da diferença de tarifas os passageiros cujos bilhetes não eram para a alta temporada e que desejarem fazer a remarcação para essas datas. Isso inclui os meses de julho, dezembro, janeiro, bem como os feriados, vésperas de feriado e um dia depois dele.

Se o itinerário for alterado, também pode haver cobrança extra. Em situações nas quais o voo não esteja disponível, será concedido um crédito no valor da passagem, com validade de um ano.

Pedidos de reembolso serão atendidos dentro do prazo de 12 meses e solicitações de cancelamento entram na política da concessão do crédito, válido também por um ano.

GOL

De 28 de março a 3 de maio de 2020, a Gol manterá apenas os voos com destino às capitais brasileiras. Ou seja, todas as passagens internacionais e regionais desse período deverão passar pelo processo de remarcação, reembolso ou cancelamento.

A política foi flexibilizada e ficou assim:

  • Remarcação: não há cobrança de taxa para remarcação única. O passageiro pode escolher qualquer data e mudar o itinerário, desde que o tipo da viagem (nacional ou internacional) seja mantido;
  • Reembolso: é possível pedir o crédito como forma de reembolso para voos até 30 de junho de 2020, válido por 12 meses;
  • Cancelamento: pode demorar até um ano, não há cobrança de taxa, mas o passageiro deverá arcar com custos da tarifa de reembolso, caso seja aplicável à categoria da passagem comprada.

Latam

A Latam dividiu sua nova política de remarcações e cancelamentos para a pandemia da covid-19 da seguinte maneira:

  • Voos cancelados ou reprogramados pela Latam: viagens nacionais ou internacionais até 18 de julho de 2020 podem ser alteradas, sem custo, uma vez, desde que seja mantido o mesmo itinerário. Pedidos de reembolso serão convertidos em créditos integrais, com validade de um ano;
  • Voos não alterados ou cancelados pela Latam: também para viagens até 18 de julho deste ano, as remarcações são permitidas dentro de um ano da data de compra do bilhete, sem ônus para o passageiro, desde que mantidos o destino, origem e sazonalidade. Os cancelamentos e reembolsos seguem a política normal da empresa.

A página de restrições de acesso informa cada uma das ações que foram tomadas pelas nações ao redor do mundo em relação à entrada de estrangeiros nos países.

Mudanças drásticas geram valorização

As ações das companhias aéreas, apesar da crise e da queda que sofreram no início dessa situação, estão começando a apresentar valorização. A principal razão para esse cenário é justamente o fato de as empresas do setor, em geral, estarem tomando boas decisões.

No dia 19 de março, por exemplo, o valor das ações da Gol apresentou alta de 11,61% e as da Azul subiram 15,65%. Analistas avaliam que a Medida Provisória do Governo Federal para o setor é significativa para a liquidez e fluxo de caixa das companhias. Isso porque o mais importante no momento é garantir a liberação de linhas de crédito voltadas ao capital de giro.

Uma grande lição está sendo aprendida em meio à crise sem precedentes do novo coronavírus: muitas empresas precisam reinventar suas operações e sua gestão. Afinal de contas, sobreviverá ao cenário pós-pandemia quem for inovador, flexível e souber se organizar da melhor forma.

Saiba o que 7 líderes de marketing pensam sobre o futuro depois do novo coronavírus.

Publicações relacionadas
Artigos

O que faz os Citizen Data Scientists

Artigos

Comprar na Amazon para comprar mais na Amazon

Artigos

Empresas future-ready — O evento Frontiers Unlocked, da MIT Sloan Brasil, discutiu novos modelos de negócios

Artigos

A importância de uma cultura de dados top-down