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Confiança nas empresas durante o coronavírus

Confiança nas empresas durante o coronavírus

A confiança nas empresas é um fator que precisa ser levado em consideração durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Se não houver um foco em interagir com os consumidores para manter um bom relacionamento e as vendas, será inviável alcançar uma boa performance.

Todos os setores da economia estão sendo afetados de forma significativa. Isso mostra como esse cenário exige liderança, reflexão, bom senso, criatividade e atitude para vencer as dificuldades em uma situação bastante atípica para a sociedade como um todo.

A conjuntura de baixa confiança dos consumidores durante a crise

Em um momento de instabilidade, é normal que haja um pessimismo com relação ao futuro. Prova disso é que, em março, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), levantado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou em 80,2 pontos, pior resultado desde janeiro de 2017.

As medidas de restrição para o acesso às lojas e aos shoppings em diversas regiões do país, em virtude da pandemia do novo coronavírus, têm um grande impacto nesse desempenho. Para tornar a situação mais complexa, não há uma estimativa de quando as pessoas poderão circular novamente de forma plena nas ruas.

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Essa conjuntura exige que a confiança nas empresas esteja alta para a elaboração de medidas que possam ajudar a minimizar os problemas provocados pelo isolamento social. Uma delas é a aposta em recursos tecnológicos para manter a divulgação de produtos e serviços. Para minimizar eventuais perdas de produtividade, o home office é uma opção cada vez mais adotada no mundo corporativo.

A pandemia do novo coronavírus favorece o fortalecimento dessa tendência. Um bom exemplo é que empresas especializadas no aluguel de computadores e notebooks registraram, em março, um crescimento de três dígitos na demanda.

Incerteza

A dificuldade de prever quando a economia voltará à normalidade, a redução dos preços do petróleo e a expansão da covid-19 no Brasil geram um cenário de incerteza, o que contribui para o crescimento do pessimismo no comércio. De acordo com outro estudo da FGV, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) apresentou uma redução de 11,7 pontos em março.

No mês passado, o ICOM ficou em 88,1 pontos. O resultado mostra que os empresários estão preocupados com o rumo dos investimentos nos próximos meses. É necessário contar com um planejamento estratégico para amenizar os efeitos da pandemia e manter a confiança nas empresas em alta.

Com exceção dos segmentos de supermercados e farmácias, muitos empreendimentos estão sendo afetados de forma negativa pelos efeitos da pandemia, como a necessidade de isolamento social.

Formas de atacar esse problema

Enfrentar uma crise exige medidas rápidas e bastante atenção para minimizar os efeitos negativos. Para não prejudicar a imagem institucional, é necessário que haja um foco em trabalhar com dados confiáveis.

Em outras palavras, é preciso informações verdadeiras para estabelecer as ações a serem executadas visando enfrentar o problema. Informar ao público medidas que não serão efetivadas ou mostrar um panorama que não corresponde à realidade são erros graves que devem ser evitados ao máximo.

O ideal é que a empresa tenha a iniciativa de apresentar por conta própria as informações ao seu público, em vez de deixar isso a cargo apenas da imprensa ou das redes sociais por terceiros. A comunicação oficial é uma iniciativa imprescindível para esclarecer os fatos, o que aumenta a confiança nas companhias.

Para que isso seja colocado em prática, é preciso criar um gabinete de crise, que deve ser formado por membros de setores diferentes da companhia, como Comunicação, Recursos Humanos, Jurídico, Relações Públicas, Operacional, Diretoria, entre outros.

De acordo com estudo da consultoria PwC, 75% das empresas que enfrentam momentos de crise com uma postura honesta e com base em informações confiáveis ficam mais fortalecidas após superado o período de dificuldades.

Exemplos de como as companhias estão enfrentando a crise

Muitas empresas visualizam oportunidades de crescimento durante momentos de grande dificuldade ou buscam adotar ações para minimizar os efeitos da crise na sociedade. O banco britânico Llyods optou por diminuir a taxa de juros para dar mais tranquilidade aos clientes durante a pandemia.

Outro bom exemplo de conduta com relação à crise é a da Unilever, responsável pelas marcas como Dove e Knorr. A companhia contribuiu com 100 milhões de euros para combater a pandemia no mundo inteiro. Desse total, metade envolve o fornecimento de produtos como alimentos, água sanitária, desinfetante e sabão.

Sediada em Londres, a Unilever está fazendo adaptações nas linhas de fábrica para produzir desinfetante para uso em hospitais. Outra medida foi pagar de forma antecipada os fornecedores de pequeno e médio porte, para que eles mantenham o fluxo de caixa e as atividades.

É um momento muito delicado para a sociedade, e o consumidor precisa perceber que a corporação está preocupada.

No Brasil, a rede de hipermercados Carrefour abriu 5 mil vagas de emprego, com oportunidades para várias funções (auxiliar de perecíveis, açougueiro, operador de centro de distribuição, padeiro, vendedor de eletrodomésticos etc.).

O processo seletivo está sendo realizado na modalidade online para respeitar as regras de isolamento social, impostas como forma de prevenção ao coronavírus.

A rede de drogarias Raia Drogasil também está expandindo o número de colaboradores. Estão sendo contratados aproximadamente 400 empregados para as novas unidades do grupo, que deverão ser abertas em 2020.

Em momentos complexos, é indispensável ter capacidade de iniciativa para visualizar oportunidades de melhoria e de superação dos problemas.

Para facilitar a compreensão do momento atual, você pode ler sobre A Teoria do Cisne aplicada ao coronavírus.

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