Pesquisas

Pesquisas de marketing: 7 dados que os profissionais não podem ignorar

pesquisa de marketing

Entender o comportamento do consumidor é um desafio constante para os profissionais de Marketing Digital.

É preciso saber como os consumidores pesquisam e tomam suas decisões de compra. Assim, é possível traçar estratégias de marketing de sucesso, definindo as melhores ações, canais e forma de se comunicar com suas personas.

Os dados de pesquisa são excelentes aliados para quem quer entrar na mente dos consumidores.

Através das pesquisas, é possível identificar tendências e padrões de comportamento que ajudam gestores e profissionais de marketing a tomar decisões estratégicas.

No Opinion Box, nós fazemos diversas pesquisas para entender como os consumidores tomam suas decisões de compra. Eu separei 7 dados de pesquisa que mostram tendências de comportamento que todo profissional de marketing precisa conhecer.

Consegue adivinhar quais são?

Comportamento de compra mobile

Já faz um tempo que se fala como as ações de marketing devem priorizar o mobile. Na hora de criar um email marketing, um conteúdo para blog ou até mesmo um site, é fundamental priorizar a visualização desses materiais no mobile.

Mas, mais do que isso, marcas que trabalham com produtos e serviços devem ficar cada vez mais atentas ao M-Commerce, ou seja, à venda de produtos através de dispositivos mobile.

1. 95% dos consumidores móveis estão satisfeitos com suas experiências de compra

De acordo com a pesquisa sobre Comércio Móvel que fazemos semestralmente em parceria com o Mobile Time, o índice de satisfação dos consumidores em relação às suas experiências de compra por dispositivos mobile é bem alta.

Entre as vantagens do comércio móvel, a praticidade é a principal, apontada por 67% dos entrevistados. 52% destacaram a comodidade, 45% gostam da velocidade e 44% afirmam que os descontos encontrados no canal são o grande atrativo.

2. 59% usam o mobile em lojas físicas para pesquisar online o preço dos produtos que estão avaliando

Esse dado é de uma pesquisa que fizemos em parceria com o Digitalks para entender a jornada de compra do consumidor mobile.

Quem possui lojas físicas e online deve ficar atento às ofertas e preços de produtos nos diferentes canais.

As marcas precisam se preocupar cada vez mais em ser omnichannel e oferecer uma experiência única para o seu cliente, independentemente da forma que ele está percorrendo a jornada de compra através dos diferentes canais.

Mesmo quem trabalha apenas com lojas físicas deve se atentar a esse dado. A velha (e terrível!) estratégia de aumentar o preço para depois diminuir e dizer que está em promoção não vale em tempos de internet.

O consumidor rapidamente consegue descobrir que a sua promoção não existe ao comparar o preço com outras lojas online. No fim das contas, você não só vai deixar de vender o produto, como ainda vai prejudicar a sua imagem.

Novos canais a serem explorados

Em quais canais e redes sociais a sua marca está presente? É preciso estar presente nos canais em que os seus potenciais clientes estão. Mas é preciso também ficar atento, pois novos canais e oportunidades a serem exploradas surgem a todo momento.

3. 69% dos brasileiros passam mais tempo no WhatsApp do que vendo TV ou lendo jornais e revistas

A quarta edição da pesquisa Mensageria trouxe esse dado super interessante.

Somado ao fato de que, em setembro deste ano, foi anunciado o lançamento do WhatsApp Business, fica claro que está mais do que na hora das empresas terem uma estratégia definida para se comunicar com seus leads e clientes pela novidade.

4. 15% dos internautas utilizam o Instagram como app de mensagens instantâneas

Outro canal que deve ser amplamente explorado por marcas nos próximos meses é o Instagram. A quinta edição da pesquisa Mensageria mostrou um crescimento nessa rede social.

Ainda que ele não tenha nascido como um serviço de mensagens instantâneas, desde que ele ganhou a funcionalidade de mensagens privadas, ele é citado de forma espontânea quando perguntamos se os entrevistados utilizam outros serviços de mensagens instantâneas além do WhatsApp, Facebook Messenger e Telegram.

No entanto, nessa última edição da pesquisa, a presença do Instagram teve um salto, de 8% a 15% das menções.

O dado mostra como a relevância do Instagram como um todo vem crescendo. Por isso, as marcas podem começar a dar mais atenção para a rede social, com ações que integram os formatos de anúncio, stories e atendimento por mensagens instantâneas.

A era dos vídeos

O que antes era anunciado como tendência agora já é realidade. Os vídeos estão por todos os lados, e muitas marcas estão investindo pesadamente no formato.

O Facebook aumentou o tempo de duração dos vídeos na sua timeline e o LinkedIn liberou o formato recentemente.

Ainda assim, é preciso usar o formato de forma estratégica. Não quer dizer que só porque vídeo é a bola da vez que todos os conteúdos que até então você produzia em texto deve virar vídeo.

5. 48% preferem ver um vídeo do que ler um texto para aprender algo novo

Esse dado dá uma boa dica!

Optar pelo vídeo pode ser uma boa saída, na hora de fazer um tutorial do seu produto ou serviço e dar dicas de como utilizar uma ferramenta ou transmitir conhecimentos mais técnicos sobre o seu mercado.

Marketing 3.0

A ideia de marketing 3.0 vem do guru Philip Kotler, que no seu livro “Marketing 3.0 – As forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano” explica as seguintes etapas do marketing:

O Marketing 1.0 era centrado no produto, na venda e no lucro.

Já o Marketing 2.0 centrou-se no consumidor, percebendo as necessidades do cliente e preocupando-se com satisfação e retenção.

O Marketing 3.0, por sua vez, é centrado em valores. Além de gerar lucro e satisfazer o consumidor, os negócios também precisam, de alguma forma, contribuir para transformar o mundo em um lugar melhor.

Cada vez mais, vemos marcas praticam o marketing social, engajando-se em diferentes causas, defendendo minorias, discutindo diversidade e empoderamento.

6. 86% das mulheres entrevistadas já sofreram assédio

Este ano, o tema da igualdade de gêneros, do assédio e da violência contra a mulher ganhou destaque nos jornais e nas campanhas do Brasil e do mundo.

Enquanto poderosos de Hollywood e da Globo são desmascarados por mulheres que se cansaram do silêncio, as marcas buscam entender como abordar o tema em suas campanhas. Algumas acertam, outras erram.

Esse dado alarmante de uma pesquisa que realizamos no Dia da Mulher serve para mostrar a importância do tema e a seriedade com que ele precisa ser tratado.

É a primeira vez que as mulheres, em conjunto, estão conseguindo falar e ser ouvidas sobre o assédio e a violência contra a mulher de forma relevante.

As marcas podem ajudar a enriquecer e amplificar esse debate, lançando luz sobre o tema, desde que seja feito da forma correta.

O primeiro passo é entender que a maioria esmagadora  das mulheres que consomem a sua marca já foram assediadas. Ou seja, só existe uma forma de falar do assunto: com respeito.

7. 54% dão preferência a marcas reconhecidas por cuidar do meio ambiente

Outro tema que pode e deve ser abraçado pelas marcas é a sustentabilidade. Aqui não se trata apenas de campanhas, mas sim de adotar práticas sustentáveis no dia a dia da sua empresa.

Esses são alguns dos dados de pesquisa que podem ajudar os profissionais de marketing a planejar e repensar suas ações.

Ao traçar suas ações com base em dados e não em achismos, fica muito mais fácil obter sucesso com o seu planejamento de marketing.

Este texto foi produzido pela Daniela Schermann. Jornalista e Líder de Marketing do Opinion Box, escreve para o blog do Opinion Box sobre pesquisa de mercado, comportamento do consumidor e marketing digital.

Publicações relacionadas
ArtigosPesquisas

Pesquisa do Olist faz um panorama do setor de marketplaces e mostra tendências e oportunidades

ArtigosPesquisas

O que disse o cenário de tendências de conteúdo em 2019

Pesquisas

Content Trends 2019: os principais resultados da maior pesquisa de Marketing de Conteúdo do país

Pesquisas

Social Media Trends 2019: panorama das empresas e dos usuários nas redes sociais