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A chegada de um mundo com entregas automatizadas

Delivery e automação durante o novo coronavírus

O novo coronavírus foi uma surpresa para muitos negócios, e os empresários precisaram criar diferentes estratégias para manter as portas abertas e garantir o sustento da empresa. O delivery e automação passam a ser assuntos muito discutidos no contexto da pandemia, e é necessário falar sobre isso.

Dentre tantas alternativas e possibilidades, muitos negócios precisaram mudar seu modelo de atuação no mercado, abraçando soluções como o delivery para conseguir continuar entregando seus produtos com qualidade e segurança para os seus consumidores.

Mas até que ponto essa solução é a melhor alternativa possível?

A tecnologia está mudando a forma de diferentes profissionais e diferentes empresas se posicionarem no mercado, entregarem valor e serem eficientes em suas tarefas, e isso precisa ser considerado a partir de agora.

Delivery é a resposta atual para o novo coronavírus, mas isso vai até quando?

O novo coronavírus já mudou as relações de consumo. Empresas que antes possuíam lojas físicas, começam a investir em delivery através de um motoboy próprio ou aplicativos de entrega.

Essa é a solução atual para o momento de isolamento social: mais pessoas entregando produtos através do delivery, para reduzir o volume de clientes dentro das lojas. No entanto, esse modelo é sustentável por muito tempo?

A grande questão do novo coronavírus é a necessidade do isolamento social. No entanto, o aumento do número de empresas que investem em delivery está diretamente relacionado ao aumento do número de profissionais de entrega nas ruas.

Esses, por sua vez, ficam desprotegidos e mais expostos às condições de vulnerabilidade que o isolamento social busca evitar. Por enquanto, essa foi a melhor alternativa encontrada pelas empresas (principalmente as de pequeno e médio porte) para manterem seu desempenho no mercado, evitarem as demissões e, claro, não quebrar.

No entanto, é preciso refletir: será que esse é o cenário ideal, ou essa solução abre as portas para um outro questionamento a respeito da revolução industrial e tecnológica? 

O mercado precisa avaliar o que está acontecendo e quais são os riscos desse modelo de trabalho encontrado como solução. Dessa forma, será possível elaborar estratégias para lidar com problemas semelhantes no futuro, colocando a menor quantidade possível de pessoas em risco.

A relação entre delivery e automação começa a se apresentar como solução eficiente. É importante pensar, em um contexto com tecnologia eficiente para tal, uma realidade em que as entregas são feitas através de plataformas sem a necessidade do elemento humano, evitando que essas pessoas fiquem expostas a determinadas situações que podem colocar sua saúde em risco, como é o caso do novo coronavírus.

Automação tecnológica pode ganhar espaço durante e após a crise

Já há algum tempo fala-se sobre a possibilidade de delivery e automação caminharem juntos. A automação tecnológica já é uma realidade em alguns negócios que, estrategicamente, já previam essa necessidade.

A própria Amazon, por exemplo, já realizou testes de entregas de produtos através de drones e outras tecnologias que evitam o contato do profissional com o cliente e garantem qualidade e eficiência no trabalho.

Outras empresas, como o Grupo Trigo, estão criando uma estratégia omnichannel para conseguir integrar delivery, loja online e loja física, permitindo que os consumidores façam a compra em um canal e acompanhem e recebam por outro.

Algumas empresas aproveitaram o momento para criar suas próprias ferramentas de delivery: além de usarem um aplicativo próprio, uma ideia que pode funcionar para aqueles negócios que já possuem um público cativo, essas companhias também aproveitam canais como WhatsApp para garantir que seus clientes permaneçam próximos, fiéis e sempre atualizados a respeito das novidades e promoções.

Nem todas as empresas realmente podem parar durante uma crise e as que permanecem de portas abertas precisam rever como continuar funcionando sem prejudicar a vida de seus colaboradores, mas também sem colocá-los em risco.

No entanto, criar uma nova solução não é simples. É preciso avaliar a realidade da sua organização, o potencial de investimento, as melhores formas de adaptar seu negócio aos interesses do seu consumidor e manter uma gestão estratégica.

Quarta revolução industrial deve ter ainda mais força nos próximos anos

De tempos em tempos vivemos momentos de revolução industrial. A mudança dos hábitos de consumo e das necessidades dos consumidores fazem com que empresas de todos os portes adaptem seus produtos e serviços para essa nova realidade.

Os negócios que conseguem identificar essa necessidade e trabalham para modernizar seus processos são os que garantem a competitividade e conseguem se destacar da concorrência, conquistando mais clientes e diferenciando seus serviços e produtos no mercado.

Essa visão estratégica é fundamental para a construção de um modelo de negócio de sucesso e com potencial de adaptação sempre que necessário.

As empresas podem ser decisivas nesse momento de revolução industrial. Cada negócio precisa avaliar sua realidade e identificar quais são as novas demandas dos seus clientes. Assim, começar a levantar alternativas que podem ajudar a entregar melhores produtos para essas pessoas por meio de soluções tecnológicas.

A tecnologia já se mostrou o braço direito dos empreendedores de sucesso, e está cada vez mais evidente que empresas de todos os portes e segmentos podem (e devem) se aproveitar desses benefícios. Cada negócio é capaz de identificar uma nova demanda e, a partir daí, desenvolver soluções.

O mercado, sendo algo muito fluido, pode cooperar nesse sentido: com um problema identificado e a necessidade de solução à mostra, profissionais de tecnologia conseguem trazer insights valiosos para criar soluções eficientes para essas demandas, ajudando as empresas a resolverem problemas de logística, delivery e automação por meio de ferramentas diferenciadas.

O novo coronavírus fez com que empresários dos mais diversos setores repensem seus modelos de negócio e, muitas vezes, optem por delivery e automação. As evoluções tecnológicas precisam comportar a necessidade de reduzir, também nesse contexto, os riscos para a saúde de profissionais que atuam na linha de frente.

É importante que as empresas avaliem quais são as novas demandas do mercado, relacionem essas necessidades com a segurança e o bem-estar dos profissionais e, a partir daí, visualizem alternativas muito mais eficientes e seguras para garantir que o negócio consiga sobreviver e reestruturar seu modelo de negócios em meio a uma crise.

Entender sobre a evolução do mercado, dos hábitos de consumo e da necessidade de reformular as empresas é fundamental para garantir um crescimento sustentável e duradouro. Por isso, sempre recomendamos a leitura de outros conteúdos complementares, como o nosso artigo que explica como o investimento em bem-estar digital gera equilíbrio.

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