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Empresas perdem bilhões de dólares porque funcionários ainda não compreendem e têm dificuldade com big data

Dificuldade com big data

Nos últimos anos, dados se tornaram uma mina de ouro para empresas: são a chave para as estratégias inovadoras, a capacidade de conhecer mais profundamente o público e o poder de tomar decisões certeiras, com cada vez mais velocidade.

É preciso entender essa importância, em especial, naqueles negócios que ainda mostram dificuldade com big data. Saber por que isso acontece e buscar essas respostas com coragem ajuda a fechar a torneira por onde escapa o dinheiro perdido ao negligenciar o assunto. É preciso empoderar seus colaboradores a trabalhar com dados.

Bilhões de dólares são perdidos pela dificuldade com big data entre funcionários

Falar em bilhões de dólares, em qualquer contexto, parece superlativo. Mas é uma realidade que o mercado do mundo inteiro enfrenta quando falamos em big data.

A descoberta foi feita em uma pesquisa da The Data Literacy Project, que demonstrou um abismo muito maior do que se imaginava entre o potencial de uso de dados para a produtividade e o que conseguimos produzir, de fato.

E não é questão de desinformação. No estudo, 87% dos funcionários disseram reconhecer que esses dados são um ativo dentro do ambiente de trabalho.

Big data é uma realidade e todos sabem disso. Essa prática de análise estruturada de grandes volumes de informação possibilitou o surgimento de startups revolucionárias, processos mais eficientes e negócios mais competitivos no mercado.

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Ou seja, não é a importância da big data que está em cheque, mas a capacidade de gestores e colaboradores trabalharem em conjunto para fazer bom uso dela. A história completa é contada quando interpretamos outros dois números da pesquisa feita nos EUA.

Enquanto a grande maioria dos funcionários sabe da importância de dados, 74% estão insatisfeitos com a forma como os utilizam. Mas os números mais importantes para a discussão são estes: 25% dos entrevistados acreditam estar totalmente preparados para essa nova forma de trabalho, enquanto 37% deles — mais de um terço — admitem que seriam mais produtivos com treinamento voltado para data literacy.

A conclusão tirada do estudo é que, apesar de o conceito ser amplamente conhecido no mundo corporativo, falta aos líderes reeducar, reinventar e reestruturar a produtividade de seus funcionários para que ela reflita uma nova realidade.

É nessa discrepância entre o valor dos dados que um negócio tem e o uso efetivo deles que as oportunidades, as inovações e muito dinheiro acabam se perdendo.

Companhias precisam ajudar seus colaboradores a superar esse problema

O que cria o cenário discutido é, sim, de responsabilidade dos gestores da empresa. Aliás, vem muito de uma percepção errônea e conservadora sobre big data.

Portanto, o caminho é utilizar essa responsabilidade como o ponto inicial de uma transformação. Existem algumas atitudes que precisam ser tomadas, o quanto antes, para atravessar o abismo e colocar os funcionários em posição favorável para acabar com as dificuldades com big data.

Descentralizar o poder dos dados

Essa é uma verdade difícil de ser ouvida por muitos gestores que ainda se prendem em modelos tradicionais de liderança. Mas é bom reforçar: o poder dos dados está na contribuição, não no monopólio.

Existem até casos em que diretores e donos de empresa retêm o poder da informação de propósito, pensando que algo de tanto valor deve ser restringido e controlado o máximo possível. É exatamente o contrário.

Quanto mais olhos e mentes estão inseridos em big data no negócio, mais pluralidade existe para a busca de insights relevantes. Essas ideias podem levar a novas estratégias, decisões, caminhos e oportunidades.

Isolar a informação não a torna mais segura ou eficiente. Com capacitação, é possível proteger dados e ainda utilizar o máximo de seu potencial.

Investir em capacitação

A pesquisa foi bem clara nesse sentido: os próprios funcionários conseguem reconhecer as limitações de suas habilidades e os prejuízos que isso causa na prática. Os treinamentos em big data devem ser constantes, já que o próprio conceito está sempre trazendo novas práticas e ideias.

Eles devem ser completos e variados, com a combinação entre habilidades técnicas (utilização de ferramentas e metodologias) e analíticas (pensamento estratégico, criatividade, colaboração e proatividade).

Investir em tecnologia

Além de investir nas pessoas, os ativos tecnológicos também têm papel importante para superar esse desafio. Sistemas de gestão são o primeiro passo para criar um ambiente virtual único, que reúna todas as informações disponíveis, favorecendo a produtividade, com controle e facilidade de acesso.

Mas existem soluções ainda mais sofisticadas que podem fazer parte da rotina corporativa. Tecnologias como Inteligência Artificial e Machine Learning serão cada vez mais comuns nas empresas, dando suporte analítico para que os funcionários sejam mais objetivos e certeiros em seu trabalho.

Criar uma cultura de informação

Além de todas essas questões práticas e técnicas, os responsáveis por big data precisam abrir espaço para comunicação e colaboração dentro do negócio. Quando feito da maneira correta, o ambiente colaborativo permite a troca de informações rápidas e o uso de análises para alinhamentos e tomadas de decisões em todos os níveis.

É uma cultura da informação, na qual ela se torna a base de cada ideia, cada processo, cada pessoa. O poder que os colaboradores recebem dos dados retorna como eficiência, qualidade e lucro para a empresa.

Empresas precisam se certificar de que entendem como trabalhar com dados

Para criar a cultura da informação perfeita, é preciso visão, inteligência e planejamento. O primeiro passo é assumir que existe esse abismo, que ele é significativo e que é preciso superá-lo.

Cada negócio tem sua cadeia produtiva, suas metas e seu foco empresarial. O papel do líder, nesse sentido, é entender o que o banco de dados representa dentro desse contexto. A partir daí, criar indicadores de performance, rotinas de análise e relatórios relevantes.

Assim, é possível determinar como eles serão utilizados para prospecção de clientes, para controle financeiro, para a própria produção do produto/serviço. Em todos esses departamentos, existem colaboradores prontos para realizar suas funções da melhor forma possível, crescendo na carreira e erguendo o negócio inteiro, em conjunto.

Ter dificuldade com big data pode ameaçar todo esse ciclo positivo de expansão e consolidação. É hora de controlar menos a informação disponível e permitir que todos os comandados sejam agentes da inovação em seus próprios papéis. Com pluralidade, diversidade e identidade.

Temos outro artigo completo sobre big data para elucidar outras questões que não foram discutidas neste post.

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