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Emissão de carbono ainda é uma discussão entre as grandes empresas

Emissão de carbono

A emissão de carbono ainda é um tema recorrente entre as grandes empresas. Muitas delas encontram dificuldades para reduzir a produção de gás carbônico sem que isso afete a produtividade.

De acordo com um levantamento feito pelo instituto de pesquisas Climate Accountability Institute, 20 empresas são responsáveis por emitir mais de um terço dos gases que ocasionam o efeito estufa no mundo desde 1965. Uma delas é a brasileira Petrobras.

Com a conscientização da sociedade sobre a importância de preservar o meio ambiente e a pressão dos governos, as organizações precisam buscar alternativas sustentáveis para se adaptarem às demandas do mercado.

Empresas ainda se preocupam com emissão de carbono

A alta concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera impacta negativamente toda a vida existente no planeta Terra, de modo a desequilibrar o efeito estufa e acelerar o aquecimento global.

No ano de 2017, um estudo do Met Office, instituto de meteorologia e clima do Reino Unido, revelou que a concentração média mundial de carbono atingiu o recorde de 410 partes por milhão (ppm).

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O dado mostra que o modo de vida da sociedade contemporânea desencadeou o aumento na produção de gás carbônico, gerado principalmente por atividades relacionadas à queima de combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão.

Nesse cenário, as grandes empresas estão buscando medidas para se adaptarem à economia de baixo carbono — quando as organizações modificam os seus processos para reduzir a emissão desse gás.

O que as empresas estão fazendo para emitir menos carbono

O primeiro passo é a construção de um inventário, que se baseia em uma medição do tanto que as atividades do negócio poluem o meio ambiente. A partir disso é possível calcular a quantidade de emissão de CO2 que pode ser reduzida.

Na sequência, são adotadas iniciativas de combate ao carbono, como o plantio de árvores, visto que elas conseguem absorver o gás por meio da fotossíntese. Geralmente, isso é feito com a administração de projetos de conservação e áreas de reflorestamento.

Outra maneira de promover a compensação ambiental é com o comércio de crédito de carbono, em que empresas podem comprar e vender emissões de carbono. Essa modalidade foi criada com base no Protocolo de Kyoto — acordo internacional, assinado no Japão, em 1977, por países que são potências mundiais e que tem como objetivo reduzir a emissão de gases.

Dentro desse sistema, um crédito de carbono corresponde a uma tonelada de CO2. As organizações que reduzem a emissão de gases maléficos para o efeito estufa ganham créditos, que podem ser vendidos tanto no mercado nacional quanto no internacional.

Os créditos obtidos podem ser comprados pelas companhias que não estão conseguindo diminuir a emissão de carbono devido à natureza das atividades que realizam.

Organizações que são referência em redução de gás carbônico

Todos os anos, a instituição Climate Counts avalia ações voluntárias de empresas globais que buscam emitir menos carbono.

Para tanto, são considerados 22 critérios, que vão desde uso de energia limpa, realização de relatórios de sustentabilidade até o comprometimento com as metas que visam a descarbonização nos processos produtivos. Nomes de peso encabeçam o ranking dessa lista.

Unilever

Conforme o relatório, a Unilever — líder mundial em produtos alimentícios — mede anualmente o impacto que as suas atividades causam no aquecimento global, além de ter definido metas para a redução de energia na empresa e, consequentemente, de emissão de carbono. Ela ainda se destaca por manter a transparência sobre os seus esforços sobre o tema.

Nike

Gigante do setor de vestuário esportivo, a Nike está disposta a reduzir os seus impactos ecológicos e desenvolve ações que contribuem para conscientização climática entre os seus colaboradores.

UPS

A área de entrega expressa causa estragos significativos ao clima, em especial nas temporadas de festas, quando essas atividades são mais intensas. Ciente disso, desde 2002 a UPS, líder do segmento, registra emissões de gases de efeito estufa e investe em sistemas mais eficientes para poluir menos. 

 L’Oréal

O que chama a atenção na L’Oréal é o seu posicionamento, que consiste em defender uma política pública mais ampla que aborde as mudanças climáticas, a fim de reduzir as emissões de gases poluentes e aumentar o uso de fontes renováveis.

Companhias que ainda não têm planos devem repensar sua emissão de carbono

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 100 empresas de pequeno, médio e grande porte do setor industrial evidenciou que 66% dos empresários brasileiros adotam medidas para reduzir a emissão de carbono.

Para o estudo, as empresas que ainda não aderiram à questão ambiental enfrentam dificuldades quanto aos custos para modificar os seus processos, restrições ao comércio internacional e limitações legais.

Todavia, a tendência é que as organizações que não se comprometem em diminuir as emissões de gás carbônico sofram sanções, além de terem a sua imagem maculada diante dos consumidores. Afinal, cada vez mais pessoas dão preferência a companhias que adotam a sustentabilidade em suas atividades. Por isso, é urgente repensar essa questão nas empresas.

A inovação de processos é um dos maiores desafios da atualidade. Independentemente do volume de CO2 que a organização produz, há diversos hábitos que podem ser adquiridos para baixar a emissão de poluentes, como reutilizar a água, usar materiais reciclados, optar por lâmpadas econômicas e controlar o uso de papel.

A diferença entre zero carbono e emissão neutra de carbono

Diante da crescente valorização das empresas que se preocupam com o meio ambiente, surgiram os termos: “zero carbono” e “emissão neutra de carbono”, que servem para explicar como a companhia realiza os seus processos em se tratando da redução de gases poluentes.

O termo “carbono neutro” indica que um produto ou empresa é livre de carbono, ou seja, que remove da natureza a mesma quantidade de dióxido de carbono que emite na atmosfera por meio das suas atividades. Normalmente, isso é feito pela compra de créditos de carbono.

Já o “carbono zero” diz respeito à edifícios e modos de transportes que se caracterizam como neutros em carbono. Um prédio que tem zero carbono utiliza energia proveniente de fontes renováveis e recebe certificado do International Living Future Institute.

Embora o número de empresas conscientes sobre a necessidade de reduzir a emissão de carbono tenha aumentado nas últimas décadas, há muito o que ser feito para diminuir o efeito estufa e desacelerar o aquecimento global.

Assumir uma postura combativa frente ao tema é imprescindível para as empresas que desejam ajustar os seus negócios às novas exigências do mercado e se manter relevantes para o público consumidor.

Na era do consumo consciente, as empresas que se posicionam ganham mais credibilidade junto aos seus clientes.  

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