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Ainda caminhamos para um mundo com everything as a service?

Everything as a service ainda é uma realidade

O modelo de negócio everything as a service começou sua atuação tímida. Essa mudança, que começou há alguns anos, veio para ficar: hoje, notamos que a tendência está cada vez mais forte. As empresas especializadas no desenvolvimento de softwares e ferramentas estão entendendo quais são as maiores dores e problemas do mercado e oferecendo soluções diversas para cada um deles.

Ninguém mais é dono de nada

Em um momento não muito distante, as empresas precisavam criar as ferramentas próprias para auxiliar nas rotinas do dia a dia ou investir uma só vez um alto valor na compra de uma solução terceirizada. O cenário mudou de tal maneira que, hoje, ninguém mais é dono de nada. As ferramentas e softwares utilizados diariamente, nas mais diversas companhias, muitas vezes, são provenientes de uma prestadora que oferece o serviço.

Esses softwares representam o imenso cenário do everything as a service, e plataformas para automação de marketing, comunicação, gestão financeira, gestão de tarefas, emissão de notas fiscais eletrônicas, controle de frotas e até gestão de estoque são terceirizadas. As empresas não as possuem, mas têm uma licença para utilizá-las dentro de planos mensais, por exemplo.

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No fim das contas, pagar pequenas mensalidades para cada ferramenta necessária pode ser muito mais razoável financeiramente para o empresário do que, simplesmente, criar uma ferramenta do zero para chamar de sua ou comprar algo que não será atualizado com o tempo. Dito isso, é importante refletir sobre a importância de empresas que trabalham com software entenderem quais são as maiores necessidades do mercado e onde estão as oportunidades de negócio daqui para frente.

Everything as a service não parece querer ir embora

O everything as a service se tornou um modelo de consumo quase enraizado dentro da sociedade. Não só para as empresas, que utilizam diversos softwares para fazer uma boa gestão do negócio. Clientes também se beneficiam, resolvendo diversos problemas por meio de aplicativos ou outros produtos.

Um exemplo são as encomendas de comidas usando plataformas como o iFood, em vez de pedir diretamente pelo restaurante — que precisaria de um entregador próprio —, entre outras atividades do dia a dia. Com a praticidade das ferramentas, o mercado está aquecido: qualquer solução que puder auxiliar a otimizar rotinas e tornar a vida mais simples é bem-vinda.

A automação de processos é algo que está em constante crescimento e, cada vez mais, empresas buscam por soluções nesse sentido. Quanto maior for a consciência dos empresários a respeito dos seus processos e gargalos, maiores são as oportunidades de mercado para os negócios que trabalham com desenvolvimento de ferramentas.

Quando o assunto é economia, por exemplo, os executivos realmente buscam por soluções mais práticas. Ferramentas de automação podem auxiliar a reduzir esforços braçais e até investimentos financeiros dentro do negócio, evitando a perda de vendas e aumentando a rentabilidade. Por esses e outros benefícios, é comum notarmos o aumento da procura por soluções como serviços, por serem mais práticas e, muitas vezes, mais baratas.

No entanto, é importante frisar que o everything as a service diz justamente de outras aplicabilidades que não os softwares — ainda que esses sejam os mais comuns. É possível assinar serviços de vinhos, roupas de aluguel, fraldas, livros, itens cosméticos e também caixas com produtos de cultura pop. Nesse modelo de negócio, a recorrência consegue se encaixar em qualquer lógica de venda, desde que bem feita.

Toda empresa que trabalha com software precisa repensar seu modelo de venda?

Cresceu a demanda por softwares e plataformas que sejam práticos e capazes de auxiliar na transformação das rotinas dentro das mais diversas empresas. Sem dúvidas, até para aquelas que trabalham desenvolvendo essas soluções, manter o modelo de software como serviço pode ser uma alternativa bem rentável.

Nele, uma ferramenta é desenvolvida e otimizada periodicamente, ao mesmo tempo que tem mensalidades sendo cobradas dos mais diversos clientes. Para as empresas, é importante pensar como é o modelo de venda, atualmente, e se ele realmente está trazendo os resultados que gostaria.

Alguns negócios, realmente, ainda exigem a criação de ferramentas e softwares diferenciados e próprios para atender a demandas extremamente específicas. No entanto, a maior parte dos profissionais e empreendedores estão optando por abraçar alternativas mais simples e práticas.

Por isso, as empresas precisam começar a repensar, muitas vezes, o seu modelo de venda. Pode ser mais lucrativo criar uma plataforma e vendê-la em longa escala. Com um negócio mais escalável, é possível construir um modelo muito mais eficiente e lucrativo, permitindo que as empresas cresçam e explorem oportunidades de mercado, até então, não descobertas.

Acompanhar as tendências de mercado é fundamental para a criação de negócios sólidos e capazes de crescer de forma sustentável e regular. A tecnologia tem se tornado fundamental para que as empresas de qualquer segmento consigam se tornar cada vez mais competitivas.

Dessa forma, é importante que todos os envolvidos no processo estejam alinhados com as necessidades dos clientes, ou seja, que as empresas desenvolvedoras de softwares consigam identificar as maiores demandas e dores do mercado. Também, que os empreendedores dos mais diversos segmentos e portes consigam identificar seus gargalos e encontrem as soluções mais adequadas para as suas necessidades.

A verdade é que, para os desenvolvedores e executivos atentos, o mercado de everything as a service poderá crescer ainda mais. Existe muito a ser explorado, e é fundamental que haja profissionais capacitados para trabalhar em todas essas possibilidades.

O que pode estar em falta para que esse mercado fique ainda mais aquecido? Confira nosso artigo sobre como a falta de senso de urgência nas empresas é um obstáculo para desenvolver uma mentalidade digital.

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