Opinião

Indústria 4.0: como a 4ª revolução industrial vai mudar a realidade desse mercado

4ª revolução industrial

Muitas pessoas estão falando da Indústria 4.0 e de todas as oportunidades que a tecnologia digital e avançada está abrindo para esse mercado mundial.

Porém, apesar dessa ser a realidade de algumas empresas multinacionais, como a GE, o Brasil ainda sofre um atraso nesse investimento.

No entanto, é preciso ficar atento e fazer planos estruturados para quando chegar o momento de mudança. E isso já está começando para muitos negócios.

Segundo a Valor, o governo federal brasileiro investiu recentemente R$8,6 bilhões no Fórum Econômico Mundial para incentivar a modernização das fábricas como forma de estimulação da Indústria 4.0 a partir do financiamento e ajuda na importação de robôs.

Esse fato nos mostra que a modernização industrial está sendo considerada, já que essa revolução está acontecendo de maneira global e o Brasil ainda não estava aproveitando as possibilidades de aumentar a produtividade e eficiência dessas empresas.

Neste artigo, vamos falar sobre a a Indústria 4.0 e seus impactos nesse amplo mercado.

O que é a Indústria 4.0?

A Indústria 4.0 é um novo modelo industrial que explora as tecnologias em seu auge da informatização. Ela promete transformar a forma com que produzimos e trabalhamos —  afetando até mesmo a forma que vivemos — em nível de inovação e complexidade tecnológica.

Esse contexto traz o conceito de fábricas inteligentes, ou seja, o uso de robôs e interfaces de alta performance para automatizar processos baseada em dados.

Tudo isso engloba tecnologias como business intelligence, inteligência artificial e ciência de dados para entender como é possível otimizar a produção e o processo de marketing da empresa.

A mudança começa internamente

Uma das questões mais discutidas sobre esse assunto é se o homem perderá seu emprego para a máquina ou se a empresa diminuirá custos com as novas tecnologias.

Sobre esse tópico ainda existem muitas vertentes. Porém, não podemos negar que novos cargos surgirão.

Além de ter um investimento muito grande em avanço, a 4ª revolução industrial irá causar a perda de funcionários que somente manuseiam as máquinas para uma mão-de-obra especializada que custa caro e é escassa.

Profissionais cada vez mais visados, segmentados e com habilidades específicas, como engenheiros de automação de máquinas avançadas e cientistas de dados, serão muito valiosos e necessitarão de salários mais altos.

Por conta de toda essa mudança na produção e no pensamento da cadeia industrial como um todo, o ROI (retorno sobre investimento) é de longo prazo. Primeiramente, a empresa precisa se planejar e começar a entender o processo de automatização para depois saber se esse investimento será benéfico.

No entanto, podemos identificar outro problema que surgirá: o comportamento do consumidor está em constante mudança e ele procura produtos ou serviços cada vez mais personalizados e pensados na experiência dele. Isso se abrange em uma série de questões que caminham desde a cadeia de produção à burocracias que cobram preços altíssimos para fazer esses produtos.

Portanto, o mais importante é pensar se essa transformação irá focar somente na produção automatizada ou se ela afetará também a maneira com que consumimos, assim como foi na primeira revolução industrial.

A revolução do consumo

As empresas que decidiram focar também na mudança da forma com que seus consumidores consomem seus produtos ou serviços estão implementando estilos de vida fantásticos na sociedade.

Essa é uma das vertentes que podemos acompanhar quando estudamos a história da população mundial e ver como as revoluções agrícola, industrial e digital mudaram as ações diárias dos seres humanos.

Com o surgimento da empresas como a Uber e o Cabify, foi notado um padrão de alteração no pensamento de algumas pessoas que não se imaginam comprando um carro já que seus problemas foram sanados com esse sistema.

Isso causa uma revolução no comportamento do consumidor e faz com que as empresas fiquem atentas nessas mudanças.

Vendo essa realidade, empresas como a Cadillac, Volvo, Ford e Porsche já estão oferecendo serviços de subscription car, que permite que os clientes paguem mensalmente uma taxa para usar um carro de última linha por 12 meses. Esse serviço inclui seguro pago, manutenção e permite que você troque todo ano pelo modelo novo. Tudo isso pode ser feito facilmente por aplicativos de celular, como o Canvas.

Empresas de smartphones também já estão fazendo isso, a Apple, por exemplo, lançou o iPlace Refresh que permite a troca do seu celular anualmente pelo modelo mais novo.

O marketing como aliado

Nesse contexto de inovação é ideal conversar com o seu consumidor para educá-lo sobre o mercado. Isso é importante para fazer a retenção e aquisição de novos clientes.

Por isso, algumas empresas começam pelo marketing digital. Essa estratégia que já está mais consolidada que a Indústria 4.0, abre portas para um desafio maior.

O importante é se perguntar: “eu consigo comunicar bem com o meu cliente?” e ver se a transformação digital que a empresa está passando foi planejada com excelência.

Apesar de já ser “must be”, o marketing digital adotado pelas empresas ainda carece de maturação e objetivos mais claros que são moldados com renovação e testes.

Esse processo é marcado por uma necessidade de aprender mais sobre as novas tecnologias e possíveis investimentos de softwares que ajudam a otimizar seu potencial estratégico.

Cada dia que passa é preciso estar mais perto de quem consome o que você oferece.

Não adianta ter um produto avançado, automatizado e bem estruturado, mas não ter um bom atendimento, suporte e brand awareness na internet.

Para isso é necessário pensar e estruturar muito bem a sua estratégia de marketing alinhando com toda a empresa, desde a produção ao time de recursos humanos.

Confira este artigo completo de transformação digital e veja como aplicar essa mudança na sua empresa.

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