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Inovação marca o final da década, mas e agora?

Inovação em 2020

Processos inovadores vão muito além do desenvolvimento de novas tecnologias, produtos ou serviços. Eles envolvem a concepção de modelos de negócios originais, maneiras diferentes de proporcionar experiências excepcionais aos clientes, novos procedimentos empresariais, novas formas de ser competitivo no mercado e de contribuir para o ambiente corporativo. Por essas e outras razões, a inovação protagonizou essa última década. No entanto, o que podemos esperar da inovação em 2020?

Uma coisa é certa: a internet continuará desempenhando um papel altamente relevante nesse cenário. A mineração de dados e os sistemas inteligentes também não ficarão de fora. Isso porque essas são ferramentas essenciais para a identificação de padrões e otimização da prestação de serviços e criação de produtos. Garantir processos inovadores dentro do negócio deve fazer parte da rotina empresarial.

A inovação em 2020 não esquecerá a Inteligência Artificial

Software as a Service. Esse modelo de negócio já é amplamente aplicado nas empresas atualmente, por meio de sistemas conectados à internet, acessíveis pelo computador ou qualquer dispositivo móvel, de um jeito simples e remoto.

Esse tipo de ferramenta é categorizada como um serviço, pois o usuário não adquire o software para ser instalado na sua máquina, e sim o direito de utilizar determinada plataforma online.

Combinar essa metodologia de gestão empresarial com a tecnologia de Inteligência Artificial também como um serviço é uma associação que pode ajudar a reduzir o custo da IA. Com isso, essa inovação ficaria mais acessível às organizações de todos os portes.

A Inteligência Artificial tem avançado em alguns setores, saindo das salas de laboratórios de pesquisa para terem diversas aplicações reais. Vários nichos de mercado, como o industrial, o de saúde, do agronegócio e do ensino, já foram impactados positivamente com o desenvolvimento de dispositivos capazes de decidir e interagir com usuários e clientes. Por outro lado, a IA dá passos lentos na evolução de alguns nichos, como o reconhecimento de voz.

Já existem alguns programas de desenvolvedores de IA que oferecem processamentos gráficos intensivos. Gigantes como a Google, Amazon e Microsoft têm ferramentas de Machine Learning, com o reconhecimento de padrões com Inteligência Artificial.

O crescimento da IA como um serviço e o movimento para funcionalidades mais específicas, como o reconhecimento automatizado de assinaturas, são inovações prováveis em 2020.

5G é a próxima promessa

Já imaginou viver em um tempo no qual o número de acidentes de carro seja muito pequeno, as conference calls nunca sejam interrompidas por má conexão e seu computador ou smartphone possa baixar uma série completa do Netflix em apenas alguns segundos?

Esse cenário está bem mais próximo de acontecer do que se imagina, e o motivo é o desenvolvimento da tecnologia 5G programada para ser uma dos protagonistas do ano de 2020. Esse avanço tecnológico proporcionará muitas oportunidades para inovação e colaboração em todo tipo de negócio ao redor do mundo.

Sabemos que as tecnologias inteligentes estão sendo muito relevantes no planejamento de organizações e da sociedade como um todo, incluindo o poder público. Porém, é a revolução 5G que fomentará a definição de paradigma da “cidade inteligente” do século 21.

Com a velocidade da internet muito mais rápida e a cobertura muito mais ampla concedida pela 5G, as funcionalidades práticas da tecnologia IoT (Internet Of Things ou Internet das Coisas) serão largamente ampliadas.

Então, os governantes estarão inseridos em um cenário em que será imprescindível encontrar maneiras cada vez mais inovadoras de usufruir da conexão 5G para dar suporte à projetos de infraestrutura e para aumentar o engajamento dos cidadãos.

Inclusive, um estudo feito pela International Data Corporation (IDC), uma consultoria internacional especializada em inteligência de mercado, calcula que até o término de 2019, 4 em cada 10 governos federais, estaduais e municipais já terão iniciado a implementação de processos que incluem a Internet das Coisas como pilar de sustentação às metas estabelecidas. Para que isso aconteça em um ritmo acelerado, só contando com a tecnologia 5G.

Quem se interessa por inovação deve estar atento ao fato do progresso da 5G também ter consequências relevantes na melhoria de processos produtivos. Alguns exemplo interessante para ilustrar o poder econômico da conexão 5G já estão disponíveis: a Ericsson — um importante fornecedor global de equipamentos 5G — realizou um experimento e descobriu que a instalação de sensores 5G têm a capacidade de redução da taxa de erro do processamento de lâminas de discos de motores a jato para apenas 15%. Isso representa uma diminuição de mais de R$ 16 mil por lâmina.

Dados querem prever o futuro

A análise preditiva é o conjunto de várias metodologias estatísticas de prognóstico, prospecção de dados, Machine Learning, Big Data e IA. Tudo isso com o imenso volume de dados produzidos e armazenados por pessoas jurídicas e físicas todos os dias.

Dentro do processo operacional de um negócio, a análise preditiva possibilita o acesso a todas informações de um banco de dados. Um dos objetivos é realizar o cruzamento dessas bases com o conteúdo que os consumidores publicam em suas redes sociais e demais plataformas online, por exemplo.

Então, é possível reconhecer e compreender determinados padrões e inclinações comportamentais dos clientes, permitindo que a empresa antecipe essas condutas. Ou seja, é como ser capaz de prever o futuro, com fundamentação na inovação e no conhecimento.

A implantação da análise preditiva consegue indicar tendências que revelam riscos e oportunidades para as instituições no futuro. Dessa maneira, as corporações se antecipam e criam ferramentas poderosas para proporcionar ao consumidor uma experiência excepcional.

Em 2020, apostamos na análise preditiva como um dos focos da inovação porque ela vem se destacando pela revolução que está fomentando no setor de atendimento ao cliente durante a era digital que vivemos. O potencial para transformar o relacionamento das empresas com seus clientes e, consequentemente, a rentabilidade do negócio, é enorme.

Ao utilizar a análise preditiva, a experiência do cliente muda de patamar. Em vez de reativa, ela passa a ser proativa, customizada e digna de ser lembrada. Tudo isso, com certeza, surpreende profundamente todo consumidor. Afinal de contas, esse novo comportamento empresarial pode aumentar as taxas de conversão, retenção e fidelização de clientes, gerando mais valor para as marcas.

Chegou a vez da qualidade

A Revolução Industrial marcou o início da produção em massa. Empreendedores e trabalhadores ficaram maravilhados com a velocidade em que produtos passaram a ser fabricados. O foco era na quantidade, ou seja, produzir mais em menos tempo.

Com o passar dos anos, o consumidor se tornou o centro das relações comerciais. Afinal, a concorrência de todos os nichos de mercado foi ficando cada vez maior, sendo preciso entregar algo que estivesse de acordo com as necessidades e desejos dos clientes.

A inovação veio sacudir ainda mais esse cenário, uma vez que permite processos produtivos ágeis, mas sem deixar de ter a gestão de qualidade como um fator primordial em sua operação, seja ela qual for.

Em 2020, a aposta é que, cada vez mais, as empresas terão foco na qualidade e não só na quantidade. Esse é o tipo de gestão que o comportamento dos consumidores pede atualmente. Em tempos de redes sociais e sites de reclamações eficientes, a reputação construída por uma marca pode ser facilmente destruída por causa de modelos de negócios displicentes e omissos.

O acesso à informação empoderou os clientes, que estão exigentes e seletivos. Administrar a qualidade dos serviços prestados e dos produtos fabricados por uma organização requer, impreterivelmente, investimentos em inovação.

Só assim é possível controlar e potencializar os processos diários de qualquer empreendimento. Portanto, um bom gestor não deve calcular qual é o custo de investir em inovação. Ele deve mensurar o custo de não realizar esse tipo de investimento, já que essa decisão é um erro grave.

Lembre-se que uma administração que mantém o foco na qualidade consegue otimizar seus processos, entregar soluções em concordância com os interesses de seus clientes, gerando resultados positivos.

De um modo geral, a relevância e seriedade da inovação é vista como fundamental para que um negócio mantenha as portas abertas. Ter saúde financeira em tempos de competição acirrada e globalização passa, necessariamente, por iniciativas inovadoras. Por essa razão, só existem dois motivos para empresas não colocarem ações inovadoras no seu planejamento estratégico.

A primeira é ter um pensamento ultrapassado a respeito do que é inovação. A segunda é desconhecer ferramentas que ajudem a trazer a teoria para prática. Diante disso, a inovação em 2020 tende a destacar a importância das pessoas na concepção de ideias inovadoras. Sim, a tecnologia é extremamente relevante. Porém, não podemos nos esquecer que precisamos de seres humanos para desenvolver novas metodologias e aplicações de recursos tecnológicos.

Inclusive, a própria cultura da inovação só é implantada em uma companhia se houverem pessoas liderando esse processo. Portanto, investir em seres humanos sempre será sinônimo de investir em inovação.

Para entender mais sobre esse ponto específico, leia nosso artigo sobre os agentes da inovação.

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