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Leitura ganha destaque na quarentena

Pilha de livros com capas coloridas

Inovar nos hábitos e sair da rotina têm sido de grande importância durante a pandemia. Sabemos que nos adaptar e reorganizar processos não costuma ser fácil, mas, quando feito, pode trazer ótimos resultados.

Antes da pandemia, as pessoas estavam absortas em rotinas de trabalho e estudo. Assim, podemos dizer que se encontravam “no piloto automático”, o que as impediam de encontrar tempo suficiente para desenvolver hábitos considerados — por elas mesmas — saudáveis. Podemos citar, por exemplo, praticar esportes, se comprometer com uma nova dieta ou, até mesmo, ler um livro.

Um novo contexto se instaura

Pegar um livro, sentar na poltrona e começar a ler parecia distante da realidade, mas, hoje, tudo mudou. Estamos presenciando uma transição, do velho para o novo. Estamos mudando percepções e atitudes de todos.

A partir do momento em que o jornal se encheu de notícias sobre a gravidade do coronavírus e do seu impacto pandêmico, tudo foi um baque. Escolas, bares, restaurantes, shoppings, cinemas — quase todos os estabelecimentos físicos — foram fechados. Não tinha escapatória, precisávamos entrar em quarentena.

Hoje, cientes do nosso papel na sociedade e dos nossos afazeres, buscamos alternativas para nos mantermos equilibrados e nos adaptarmos para manter a vida em movimento.

Desempoeirando os livros

Ganhou tração com a quarentena, entre outras atividades possíveis no isolamento social, o desenvolvimento do hábito de leitura. O tempo que perdíamos nos deslocando para o trabalho e realizando outras atividades fora de casa, agora temos para nós mesmos. 

Apesar de existirem maneiras de usar as redes sociais de forma útil, não era assim que a maioria das pessoas normalmente fazia. Ao passar mais tempo em casa, ficou evidente que não era mais interessante investir tanto tempo em rolar feed nas redes sociais.

Muito tempo também foi considerado “desperdiçado” em plataformas de streaming de vídeo, que já faziam parte da antiga rotina, dando lugar a novas atividades. Uma das opções encontradas para se ocupar no isolamento de forma mais produtiva, portanto, foi intensificar a prática da leitura.

De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a plataforma Estante Virtual, que reúne sebos e livrarias de todo o Brasil, aumentou em 50% as vendas de livros em relação ao mesmo período do ano passado por meio do e-commerce.

Percebe-se, então, que as pessoas estão desligando suas TVs e deixando um pouco de lado os seus smartphones para se empenharem na leitura de um bom livro. Isso também acontece porque sabem que é um hábito que acrescenta positivamente, seja no âmbito pessoal ou profissional.

A busca por referência

Achar um livro condizente com as nossas expectativas não é fácil. Digamos que chega a ser, até mesmo, uma tarefa desafiadora, principalmente quando não temos muitos parâmetros para escolher um bom livro.

Nós nos identificamos com pessoas famosas, influenciadores e intelectuais que mostram suas opiniões. Se seus posicionamentos forem compatíveis com os nossos, tendemos a adquirir hábitos e gostos semelhantes aos deles.

Está cada vez mais comum, também, vermos atores, jornalistas, músicos, escritores fazendo lives e produzindo conteúdo para quem se identifica com eles. Assim, acabam mostrando um pouquinho de suas realidades e recomendam o que acham interessante para quem os acompanha.

As celebridades e suas estantes

Como dito anteriormente, assimilamos gostos de pessoas que nos afeiçoamos, portanto, vamos dar exemplos de celebridades e suas estantes.

Estantes de livros de celebridades

Ao espiarmos a estante do Andy Cohen (1), vemos entre os livros dele o indicado ao prêmio Pulitzer, “A Little Life,” de Hanya Yanagihara. A obra conta a história de quatro jovens que se aventuram na cidade de Nova York em busca de sucesso. Além de contar crises existenciais que envolvem cada um dos personagens.

Amy Poehler (2) tem na sua estante livros do gênero distópico, como “Time Zero”, da escritora Carolyn Cohagan. Essa é uma obra que traz personagens fortes e uma escrita vívida. Trata-se de um livro sólido para quem gostaria de se aprofundar no gênero.

No caso de Cate Blanchett (3) encontramos livros como “Postcapitalism” (Pós-capitalismo: Um guia para o nosso futuro), obra que traz uma nova perspectiva sobre como a tecnologia da informação está afetando o capitalismo.

Ao olharmos a estante de Paul Rudd (4), vemos o livro “Jude, the Obscure” (Judas, o Obscuro), de Thomas Hardy, um clássico dos anos XIX. Traz um jovem que anseia se tornar um erudito, mas é contrariado pela sociedade e pelo seu próprio coração.

Temos uma ideia mais clara de qual o gênero que nos agrada ao analisarmos os livros que os famosos possuem. Essa é uma maneira de nos inspirar e buscarmos referências para uma boa leitura.

Quando algum título nos chama atenção, é ali que a nossa curiosidade aflora e procuramos saber mais, pesquisando sobre seu gênero e sinopse — por meio de sites de avaliação de livros, tal como o Skoob. Se o que achamos nos agrada, a rotina de leitura se instaura.

A situação das livrarias no Brasil

Como sabemos, o e-commerce teve suas demandas alavancadas de forma extraordinária durante a pandemia. As lojas virtuais se tornaram a alternativa para aqueles que gostariam de sair para fazer compras, mas precisavam ficar em casa.

Livrarias que já tinham ambiente de e-commerce estabelecido, por exemplo, foram menos afetadas que as que não possuíam. A aderência ao virtual favoreceu o aumento das vendas por meio das lojas virtuais e de atendimento remoto em diferentes canais, como o WhatsApp.

A exemplo das pequenas livrarias, as que já haviam modificado sua estratégia para o e-commerce em suas plataformas antes da pandemia garantiram um aumento em seus negócios em 70%.

Em relação aos lugares de venda um pouco maiores, temos a Blooks. Sua rede tem seis lojas (quatro no Rio de Janeiro e duas em São Paulo). Promove encontros, aulas abertas e debates. Além disso, eles também participam de feiras e festivais. Em sua plataforma, eles se definem “presentes e acessíveis” a qualquer momento.

A exemplo de crescimento, a livraria Leitura — que já era a maior do Brasil no segmento, com 73 lojas físicas — fez do e-commerce e as vendas por meio do WhatsApp seu espaço ideal. O atendimento, assim como consulta de estoque e distribuição, estão sendo feitos remotamente. Com isso, conseguiram sobreviver à crise e prosperar.

Mesmo durante a crise, a Leitura conseguiu investir no seu negócio e abriu mais uma unidade em Serra, Espírito Santo. A empresa, de origem mineira, reafirma o seu plano de expansão, que inclui cinco novas unidades até o fim do ano.

Para desenvolver o hábito de ler, nunca é tarde para começar e implementá-lo à sua rotina. Aproveite e confira, então, nossas recomendações de livros e cursos de Marketing.

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