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A Mídia Out-Of-Home durante o coronavírus

Times Square

A pandemia causou diversos efeitos no mundo e as ruas dos grandes centros, hoje, estão — ou deveriam estar — quase vazias. Com esse cenário praticamente pós-apocalíptico, poucos meios de divulgação externa sobreviveram. A MOOH (Mídia Out-Of-Home, ou apenas OOH) é uma das mídias que conseguiram manter o fôlego em meio a esta pandemia.

Entretanto, é um momento difícil e sem precedentes para esse tipo de propaganda e, segundo relatos de alguns especialistas, o setor tende a ficar no prejuízo enquanto a pandemia durar. Por isso, o trabalho é incessante para garantir que o negócio se torne viável novamente até o fim da quarentena.

Vale dizer que a única forma de prever a “volta à normalidade” é por meio da eficácia das medidas governamentais do #FiqueEmCasa para suprimir as taxas de transmissão do vírus e a liberação de uma vacina eficaz.

Até lá, as empresas de mídia externa deverão observar e implementar soluções criativas para que o setor sobreviva.

Sem pessoas na rua, há mídia Out-Of-Home?

Para responder a essa pergunta, podemos resumir que o que vale para as lojas físicas de varejo e para o setor de viagens também vale para as mídias externas. Ou seja, quanto menos pessoas estiverem lá fora, menos público elas atingirão. 

Segundo os dados da AA/Warc, a OOH registrou uma queda de 70% nos seus investimentos do segundo trimestre. É um sinal alarmante, claro, mas isso não tira completamente as esperanças de um panorama positivo.

Podemos esperar um cenário positivo?

Apesar de todo o contexto negativo da pandemia, o CEO da Kinetic, Ali MacCallum, diz que “[Trata-se de] uma grande oportunidade para demonstrar o poder [da mídia] OOH e seu imediatismo de apresentar mensagens muito, muito rapidamente”, graças às novas tecnologias de painéis digitais no mercado.

O setor, então, se viu obrigado a avançar praticamente cinco anos no futuro, usando esse período de calmaria para a inovação. Assim, trouxe a tona os benefícios dos grandes investimentos em digitalização que ocorreram na última década.

Com a implementação dessa tecnologia, a mídia OOH consegue se manter viva em um cenário complicado e cheio de vieses. MacCallum afirma, também, seu otimismo com o setor, dizendo que a mídia externa voltará com tudo assim que a pandemia acabar, já que “É ao ar livre que as pessoas querem passar a maior parte do tempo”.

Portanto, percebemos que, apesar de não ser o cenário mais positivo, ainda há esperança de um futuro promissor para essa mídia. É provável que, se bem formulada e executada, a mídia Out-Of-Home tem alto potencial de alcançar ainda mais pessoas por meio de suas mensagens num cenário pós-pandêmico.

Empresas começam a se recuperar

Pudemos entender que as vendas de mídias externas foram extremamente afetadas pela pandemia, já que a economia brasileira, em uma visão geral, entrou em recessão. 

Entretanto, apesar de algumas empresas não terem conseguido sobreviver, outras conseguiram se segurar em meio a crise. Entretanto, muitas nasceram e cresceram. Essa foi uma verificação feita por vários executivos do setor de publicidade.

Um desses executivos é Jeremy Male, CEO da Outfront Media. Sua empresa vende espaço para milhares de outdoors e outras plataformas para a mídia OOH.

Ele afirma que sentiu o baque da pandemia, mas vê as empresas se recuperando por meio da exposição de anúncios em diversos outdoors. Segundo Jeremy, enquanto seguia seu trajeto normal para seu escritório, ele via “anúncios, anúncios e mais anúncios pelo caminho”.

Esse foi um sinal extremamente positivo para a indústria e é por meio desses sinais claros de melhora da economia que os executivos acreditam que o futuro para a indústria dessa mídia seja promissor.

Como a mídia Out-Of-Home pode se transformar?

Durante a pandemia, várias empresas se inspiraram e forneceram a mensagem que deviam passar neste momento: “fique em casa” e “peça nossos produtos online”, por meio de sites ou aplicativos de entrega.

Fonte: themediaonline

Os anúncios executados dessa maneira tiveram um impacto positivo muito grande, pois levaram as pessoas que estavam na rua (fazendo o essencial), a considerarem, mesmo assim, a aquisição de produtos e serviços diversos — e, o melhor, de forma online.

Essas e outras soluções criativas da indústria de mídia OOH estão transformando e revolucionando o Marketing Tradicional. Alguns anúncios OOH durante a pandemia estão promovendo conteúdo humorístico para suas campanhas por meio de painéis digitais, veja só:

Fonte: Campaign

Fonte: The Drum

Essa foi a forma das empresas de se adaptarem às contínuas incertezas sobre o público e seus padrões de comportamento. Também serviu como um modo de se adequar às incertezas em relação ao tráfego de pessoas e uso de transporte (ônibus, carros, motos etc).

Foi identificado que o padrão de comportamento das pessoas durante a pandemia era de realizarem seus trajetos rotineiros por automóveis de uso pessoal, com uma redução do uso de transporte público. Além disso, o modo de trabalho se tornou híbrido, ou seja, algumas pessoas continuam trabalhando presencialmente, em serviços considerados essenciais, já outras estão realizando suas atividades por meio do home office.

Foi verificado, então, que houve uma dispersão de massas. Antes, a maioria da população se reunia em centros das cidades, porém, hoje, o foco delas é a locomoção em subúrbios e pequenas cidades. 

Essas análises propõem um replanejamento das publicidades externas. Significa que o futuro do setor tem direcionado seu foco cada vez mais a anúncios em painéis digitais, visto que costumam ser mais interativos e são capazes de atingir o público de maneira mais acertada.

O setor de mídia Out-of-Home não é a única que tem que lidar com grandes desafios, outras áreas também precisam entender quais as soluções de marketing no cenário pós-pandemia.

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