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P&G cria seu banco de dados para não depender de grandes empresas de tecnologia

P&G cria banco de dados próprio

Grandes empresas têm prestado cada vez mais atenção em suas relações com as big techs. Caso recente que ilustra essa preocupação é a criação de um banco de dados próprio da P&G.

A Procter & Gamble, donas de marcas como Always, Oral-B e Gillette, quer controlar os dados de quem se relaciona com a empresa para não ficar a mercê das decisões de outras companhias. Para Marc Pritchard, Diretor de Marca da P&G, “Quando os dados são nossos, temos mais opções”.

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Ele está correto. Segundo a Forbes, 79,4% dos executivos temem competidores que têm uma cultura data driven. A publicação diz ainda que as empresas precisam entender que toda companhia é uma companhia de dados e que isso não é exclusividade das big techs. Ter controle dessas informações adiciona valor à organização, proporciona vantagens competitivas e é uma ponte para que os consumidores confiem mais naquela empresa.

Depois do escândalo da Cambridge Analytica com o Facebook, que ainda causa consequências para a rede social e todo seu ecossistema, o relacionamento B2C e B2B da companhia de Mark Zuckerberg se abalou completamente. A própria P&G espera que as plataformas de mídias sociais combatam melhor conteúdos que promovam ódio.

É natural que quanto mais desconfiança há acerca das big techs, mais grandes empresas tendem a se afastar e procurar alternativas.

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Com seu banco de dados próprio, a Procter & Gamble também deseja otimizar a entrega de conteúdo cross media. A empresa entende que os consumidores odeiam anúncios e não quer apenas aparecer constantemente para a mesma pessoa, mas sim se comunicar melhor com ela. Para isso, o desafio da companhia é saber quando estiver falando com um mesmo indivíduo independente da plataforma em que a relação seja estabelecida.

Atualmente, a P&G conta com dados de mais de 1,5 bilhão de indivíduos e, no último trimestre, teve um crescimento orgânico de 7%.

Com informações da CNBC e Brazil Journal.

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