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O que Facebook, Apple, Amazon e Google têm planejado para esse ano

Facebook, Apple, Amazon e Google

O grupo composto por Facebook, Apple, Amazon e Google, se tornou tão grande em participação no mercado e influente em tendência que seus planos não são mais que apenas seus — o que eles fazem reverbera no mundo inteiro.

Por isso, antecipar e acompanhar a visão dessas gigantes pode ser relevante para profissionais e negócios que também buscam utilizar tecnologia e inovação para dar passos mais largos que seus concorrentes ano após ano.

E para 2020? O que essas empresas têm preparado que pode servir de alerta e inspiração?

Como o Facebook vai agir depois de dois anos de escândalos?

Das empresas desse grupo, talvez o Facebook seja o que esteja em uma posição mais delicada para a próxima década.

Ao mesmo tempo em que seus produtos adquiridos (Whatsapp e Instagram) fazem muito sucesso e trazem crescimento de faturamento, a rede social principal vem sofrendo muito com polêmicas envolvendo vazamento de dados e dificuldades de lidar com propagação de notícias falsas.

Por essa razão, o foco estratégico da empresa em 2020 e quase toda sua atenção estará nas eleições presidenciais dos EUA. O próprio fundador, Mark Zuckerberg, afirmou esse compromisso quando disse que “as eleições mudaram significativamente desde 2016 e o Facebook mudou também”.

Mas isso, claro, não significa que a maior rede social do mundo colocará em espera seus planos relacionados a outros produtos e serviços tão importantes quanto o Facebook.

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É hora de monetizar o WhatsApp

O grande desafio atual é a necessidade que a organização sente de conseguir monetizar o WhatsApp, comprado em 2014 por 22 bilhões de dólares. Aparentemente, a ideia inicial de um modelo de ads dentro da ferramenta está sendo abandonada, pelo menos por enquanto.

Mesmo que o número de visualizações e engajamento no mensageiro seja similar ao do Instagram Stories (um case de sucesso impressionante que já contribui com 10% de toda a receita anual com ads do Facebook), ainda não conseguiram desenvolver um modelo que funcionasse no WhatsApp.

A razão para isso pode estar na demografia de usuários da ferramenta, muito mais global e menos efetiva para essa estratégia — o público do Instagram é muito mais concentrado na América do Norte.

Mas isso não quer dizer que Zuckerberg não tenha um plano. A ideia agora é focar em uma de suas funcionalidades, muito usada, inclusive, no Brasil: a comunicação corporativa segura e estruturada entre empresas e seus clientes.

Portanto, o que veremos do Whatsapp em 2020 provavelmente serão ferramentas ainda mais voltadas para esse uso, além de o começo de uma unificação efetiva entre Facebook, WhatsApp e Instagram.

Essa mudança tem tudo para transformar profundamente o foco das interações em redes sociais daqui para a frente. O próprio fundador do Facebook confirmou que sua empresa deve abraçar esta mudança:

“Quando penso no futuro da internet, acredito que plataformas de comunicação focadas em privacidade serão ainda mais importantes que as plataformas abertas atuais. Hoje, já vemos que mensagens privadas, stories efêmeros e pequenos grupos são de longe as áreas que mais crescem na comunicação”.

O que será dos novos serviços (e produtos) da Apple

Até pouco tempo atrás, quando falávamos de planos para a Apple, o foco estava sempre em especular sobre seus novos aparelhos. Isso ainda é grande parte do que a torna a líder de mercado e tendência tecnológica para o futuro, mas não é mais o centro das discussões.

A verdade é que o negócio de smartphones chegou a um ponto em que não há muito para onde ir além de pequenas evoluções de telas, câmeras e processadores. Assim, os consumidores não se sentem mais impelidos a trocar seus aparelhos todo ano.

A prova disso é que o último quarter de 2019 demonstrou mais uma vez uma queda na venda de iPhones, se comparado a 2018. Mas como então, mesmo vendendo menos, a empresa conseguiu faturamento recorde em três meses, de 64 bilhões de dólares?

É o momento da virada para os serviços

O que esses números atestam é que a Apple percebeu que o dinheiro do consumidor está migrando dos smartphones para wearables e serviços, tanto que a venda de iPhone já é responsável por menos da metade do faturamento.

O grande foco para 2020 deve ser mesmo o Apple TV+, serviço de streaming de filmes, séries e programas que foi inaugurado em 2019. Além de oferecer a plataforma a seus clientes, a empresa já anunciou o financiamento e produção de vários shows exclusivos que estreiam a partir deste ano.

Outro destaque anunciado no fim de 2019 é o Apple Arcade, serviço de assinatura de games para seus dispositivos, ampliando ainda mais sua presença multimídia no mercado.

Para onde vai a expansão da Amazon?

Se tem uma coisa que podemos prever com segurança para 2020 é que a Amazon continuará se expandindo. Mas para onde mais pode ir a gigante do varejo?

Os números da empresa nos últimos anos são assustadores (e inspiradores): um crescimento de faturamento de 360% em 7 anos e a previsão de alcançar a marca de 1 trilhão de dólares anual em breve. Só na Índia, Bezos planeja um investimento de 1 bilhão de dólares na compra de pequenos negócios. Mas como eles estão conseguindo esse tipo de dominação no mercado?

É preciso focar no cliente

Quando analisamos planos e tendências da Amazon em suas ações mais recentes, percebemos que não é à toa que conseguem atrair tanta gente. Qualquer nova ação é focada na experiência do cliente, tentando trazer valor e praticidade para nossa relação com o consumo.

Um dos maiores exemplos é o Amazon Go. A rede de lojas físicas sem caixas encantou o público em seus testes iniciais e a expansão de novas unidades deve começar no EUA ainda neste ano. Mas Bezos não quer parar por aí. Afinal, por que controlar todo o formato se você pode licenciar a tecnologia?

A ideia é criar uma plataforma cashierless independente, inclusive com suporte a pagamento biométrico, que possa ser contratada e utilizada por concorrentes.

Assim, além de unidades maiores do Amazon Go, outros players do varejo, grandes e pequenos, podem disseminar o uso da tecnologia em seus estabelecimentos, revolucionando a forma como vamos às compras.

Claro, o e-commerce ainda é o carro-chefe da Amazon. Mas o foco no cliente é o que permite à empresa acompanhar demandas e desenvolver estratégias que mantenham o público dentro de sua base. Essa preocupação alinhada à globalização da marca (só lembrar que em 2019 mesmo a organização entrou de vez no Brasil) é o que dá uma força incomparável para o empreendimento de Jeff Bezos.

Planos do Google não estão muito explícitos

É sempre muito difícil entender de antemão quais são as intenções do Google no mercado. Afinal, o foco da empresa está nos dados e essa vocação vem sendo aplicada em uma gama enorme de produtos e serviços desde que ela existe.

Talvez o maior destaque que tenha atraído os olhares no último ano tenha sido o Google Stadia: um serviço de streaming de games que permite que diversos títulos sejam jogados sem a necessidade de um console ou computador potente.

Toda a computação é feita em servidores dedicados com um tempo mínimo de resposta. Com o lançamento no fim de 2019, a promessa é que o Stadia esteja em pleno funcionamento em 2020, incluindo a integração com o YouTube Gaming — outra aposta no segmento para rivalizar com a Amazon.

É preciso também focar em segurança

Embora haja poucas indicações de planos concretos para 2020, o Google também tem uma preocupação similar à do Facebook: proteger dados e manter a confiança do público em sua privacidade, sem perder faturamento em ads.

Uma dessas possibilidades é acabar com o suporte a cookies de terceiros em seu browser, o Chrome. A ideia é diminuir as brechas de segurança que esse tipo de estrutura causa e elevar os níveis de privacidade e transparência utilizando o navegador.

Isso é ainda mais importante quando pensamos que o Chrome é, de longe, o canal mais utilizado para acessar a internet em dispositivos mobile com Android, o sistema mais popular na maioria dos países do mundo. Com uma migração cada vez maior para o uso de serviços de nuvem e acesso a eles por smartphones, o investimento em segurança nesse browser impacta a produtividade e o entretenimento globalmente.

Mesmo que nada disso esteja claro ainda e fundamentado para 2020, notícias como a da triplicação da força de trabalho para cloud computing do Google na América Latina neste ano são um grande indício do que vem por aí.

Quando analisamos em conjunto os planos para essas gigantes mundiais, vemos algumas tendências claras: foco no cliente, preocupação com segurança e migração para serviços.

Essas não são preocupações apenas do grupo FAANG, mas uma previsão bem objetiva do que as empresas em todos os setores precisam colocar em seus planejamentos desde já, para navegarem no mesmo sentido para o qual todo o mercado está se dirigindo e o público exige.

Neste artigo há 10 negócios que grandes profissionais precisam ter em seu radar, já que essas empresas podem influenciar bastante o mercado em 2020.

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