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Primeiro impacto de Reels, ferramenta do Instagram rival do TikTok

Casal de influencers gravando um vídeo

Quem utiliza as redes sociais com frequência já deve ter experimentado o famoso TikTok. A plataforma é um sucesso mundial e ao perceber um grande número de acessos perdidos, o Instagram agiu rapidamente lançando a ferramenta Reels.

A ideia é agregar os recursos de edição que ficaram populares no aplicativo rival, a fim de manter o engajamento dos seus usuários. Contudo, a primeira impressão é que o Instagram ainda tem muito o que aprimorar para alcançar esse objetivo.

Reels é tentativa para bater de frente com TikTok

O crescimento expressivo do aplicativo chinês TikTok movimentou o cenário das redes sociais nos últimos meses. De acordo com a revista Time, o app já soma mais de 2 bilhões de downloads, e o seu sucesso incomodou quem já dominava esse mercado.

Para recuperar acessos perdidos em razão dessa novidade, foi lançado o Instagram Reels. Não é a primeira vez que a plataforma de Mark Zuckerberg incorpora recursos lançados por outras redes que representem uma ameaça à sua hegemonia global. 

Foi assim quando os vídeos do Snapchat ganharam popularidade entre os usuários, e então surgiu o Instagram Stories. Agora, a disputa envolve o queridinho do momento. Muita gente já se rendeu aos vídeos divertidos e de fácil criação no app chinês. E mais, as pessoas estão aproveitando a ferramenta para divulgar seu trabalho de uma forma leve e criativa.

Já o Reels não é um aplicativo próprio, mas sim um recurso hospedado no Instagram. A ideia é que estar dentro de um aplicativo já popular aumente as chances de sucesso. No entanto, uma ferramenta com excesso de funções pode não provocar o impacto esperado.

No TikTok é possível criar vídeos no limite de um minuto, os conteúdos têm projeção para um maior número de pessoas e propostas bastante criativas. Sem deixar de mencionar a possibilidade de remuneração.

Embora, à primeira vista, o Reels pareça extremamente semelhante, ele tem a limitação de 15 segundos por vídeo, não suporta a modalidade respostas audiovisuais lado a lado, entre outras diferenças. A corrida pelo engajamento dos usuários promete ser acirrada e pode fazer com que muitos influenciadores e empresas transformem essa experiência em oportunidade para se destacar.

A resposta dos usuários

A visão geral dos usuários sobre o Reels é que ele se trata de um recurso confuso, de difícil navegação e que gera visibilidade bem menor do que o seu adversário.

Para a escritora do New York Times Taylor Lorenz — que testou ambos os aplicativos durante 5 dias —, o Reels é como se o Instagram pegasse todas as funcionalidades atuais do Stories e as colocasse em uma interface separada e mais complexa.

Um dos motivos de insatisfação deve-se ao fato de que, enquanto o Stories está localizado na frente e no centro do Instagram, o Reels fica completamente escondido em uma guia separada e mais difícil de encontrar. Assim, sua usabilidade não é tão amigável e intuitiva como a do TikTok.

Outra questão significativa é em relação ao alcance dos vídeos publicados nos Reels. Assim como os usuários têm dificuldades para encontrá-lo, ele também não é muito notável para os seguidores. Quem deseja visualizar os Reels deve ir para a guia Explorar, onde eles têm sua própria seção dedicada no topo. Então, é necessário mais um toque para assistir aos vídeos. 

No TikTok, por sua vez, o processo é bem mais simples — os vídeos estão no feed principal e são vistos no mesmo instante em que se inicia o aplicativo.

Os criadores de conteúdo imaginam que os Reels terão uma forte competição no quesito descoberta. O Instagram precisa tornar esse recurso um lugar de descoberta nativa, que oferece conexões com materiais fora da rede de amigos.

O mecanismo de discovery do TikTok é totalmente inovador nesse sentido. Diferentemente de outras plataformas de mídia social, ele mostra o conteúdo de estranhos primeiro. Dessa forma, as chances de atrair novos seguidores aumentam.

Como essa jogada estratégia soou para a mídia

Na percepção da mídia, o Instagram Reels é uma imitação que não conseguiu bater o TikTok. E quem mais vai se beneficiar dessa disputa são os usuários que mais rápido aprenderem a usar a criatividade nas duas ferramentas.

Embora o Reels seja um pouco mais confuso, os conteúdos produzidos a partir desse recurso estão aparecendo mais vezes que fotos, vídeos e Stories. Isso vale tanto para a aba explorar como para a tela principal.

Com essa dinâmica, a possibilidade de uma publicação viralizar é grande, além de ampliar a vida útil e a relevância do material, porque ele é disponibilizado para toda a base de usuários. Isso é excelente para quem trabalha com a produção de conteúdo.

Mas superar o TikTok será uma tarefa bem difícil. Segundo a Folha de S. Paulo, a empresa já criou ações com influenciadores de renome, como Anitta, Luan Santana, Ludmilla e Melim, e também com grandes organizações, como a Vivo e a Kit Kat.

Ademais, recentemente foi criado um espaço exclusivo para que anunciantes e marcas divulgassem suas ações e produtos, o TikTok for Business. Um pacote de U$ 200 milhões para remuneração de usuários também foi anunciado.

Com a pressão do presidente Donald Trump para banir o TikTok dos Estados Unidos, e se de fato essa medida for concretizada, há uma forte expectativa de que os usuários americanos acabem migrando para o Reels.

A vantagem de toda essa competitividade entre aplicativos é que, no fim das contas, o consumidor é o grande beneficiário. As empresas estão se dedicando para entregar um serviço de excelência e, como consequência, fidelizar uma audiência cada vez maior.

Independentemente da complexidade ou das melhorias necessárias para o crescimento da popularidade do Reels, a ferramenta é um bom palco voltado à comunicação, e quem tiver habilidade para trabalhar com esse recurso vai atrair mais holofotes à sua atuação.

As redes sociais tornaram-se uma estratégia indispensável para manter a competitividade de um empreendimento no mercado. E conhecer as formas de venda pelo Instagram é uma peça-chave na otimização de resultados.

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