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transformação digital bancária

Transformação digital bancária: como os bancos estão se tornando digitais?

A mudança é uma constante em instituições modernas, que levam a sério o comportamento do consumidor e os avanços tecnológicos que movem o mercado.

E quanta mudança a transformação digital bancária tem promovido! Tanto para as organizações quanto para os clientes, o impacto das inovações trazidas pelas novas soluções é gigantesco.

O novo cenário financeiro apresenta fintechs chegando com força total, clientes que buscam serviços automatizados e grandes corporações promovendo mudanças radicais em suas estruturas e modelos de negócios.

Quer entender melhor como anda a evolução do setor, e como encaixar a sua empresa nessa transformação? É isso que vamos ver agora!

Como a transformação digital bancária afeta o mercado atual?

O mercado de serviços financeiros vem sofrendo grandes mudanças por conta do avanço da transformação digital, o que não envolve apenas o lado dos clientes.

Processos internos, metodologias, princípios e estruturas organizacionais têm sido drasticamente alteradas para comportar as novas incumbências das instituições e atender a demanda do público.

Isso pode ser visto de forma bem clara quando analisamos os relatórios feitos sobre o tema nos últimos anos.

A nível internacional, um estudo conduzido pela Accenture, com executivos de alto escalão de instituições bancárias em 10 dos países mais desenvolvidos do mundo, chegou a conclusões interessantes.

84% dos bancos avaliados investem de forma moderada ou significativa em novas tecnologias e canais digitais. Dentre esses, 61% esperam aumentar os investimentos nos próximos 12 meses.

Outro aspecto do estudo que merece grande destaque é a conclusão de que as empresas que lideram a mudança, realizando maior esforço para se adaptar à transformação digital, têm conquistado resultados consideravelmente maiores em comparação com as organizações mais conservadoras.

No Brasil, podemos observar duas tendências claras: o surgimento bombástico das fintechs e o esforço dos grandes bancos em criar canais de relacionamento digitais, bem como investir em novos negócios com marcas independentes.

É sobre isso que vamos falar a seguir.

A atuação das fintechs no cenário nacional

Por muitos anos, o setor bancário no Brasil tinha apenas os players tradicionais, com taxas elevadas e opções pouco diversificadas para boa parte dos clientes.

Com isso, surgiu a oportunidade para um novo tipo de negócio, as fintechs, empresas de tecnologia voltadas para o setor financeiro, que nasceram com o objetivo de derrubar os gigantes do mercado, por oferecer serviços de qualidade com transparência e preços baixos.

O modus operandi? Digital, é claro! Isso faz com que os custos operacionais sejam menores do que os envolvidos em manter estruturas físicas colossais, como as milhares de agências de bancos.

Além disso, como quase tudo que é digital, esses serviços já nascem com um DNA mais casual e próximo dos clientes, além de priorizar a agilidade e simplicidade das operações.

Um grande exemplo disso é o Nubank, um cartão de crédito controlado inteiramente por um aplicativo, que vem arrebatando multidões de fãs.

O primeiro atrativo é a ausência da taxa de anuidade, maior questão de reclamações e tentativas de negociação com outros cartões.

Para completar, ações como bloqueio e desbloqueio, aumento ou redução de limite, acompanhamento e pagamento de faturas acontecem inteiramente pelo aplicativo.

E como a cereja no topo do bolo, o atendimento é impecável: basta procurar pela marca no Twitter para ver a chuva de comentários positivos e as expectativas sobre os próximos passos da empresa.

Como o Nubank não está sozinho  —  são mais de 250 fintechs ativas no Brasil  — , podemos esperar muitas novidades e cada vez mais opções quando o assunto são serviços bancários.

A revolução das fintechs, que segundo relatório do Goldman Sachs, podem gerar 24 bilhões de dólares nos próximos 10 anos também tem causado efeito sobre os grandes bancos.

Isso é bem ilustrado em casos como o Next, banco 100% digital lançado pelo Bradesco, o espaço Cubo, criado pelo Itaú e o Superdigital, do Santander.

Diante dessa nova leva de empreendimentos, também é indiscutível que o interesse de fundos de investimento se volte para as empresas nacionais do setor.

transformação digital

Quais os impactos dessa transformação para os clientes?

Depois de ver como o mercado está se movimentando de forma rápida e em grande escala, dá para ter uma noção melhor do que esperar com relação ao comportamento dos consumidores.

O fato é que a grande maioria dos brasileiros já possui smartphones ou outros aparelhos móveis com conexão banda larga.

Somando isso ao grande número de serviços bancários inteiramente digitais que estão surgindo  —  e se mostrando realmente bons  — , a tendência é que a população priorize cada vez mais os cliques em vez de ir a agências.

Outro ponto positivo diz respeito aos preços de juros, que devem ser menores nos próximos anos. Afinal, o número de empresas no mercado só aumenta e as tecnologias móveis reduzem custos operacionais. Economia que pode ser repassada aos clientes.

Diante de tudo isso, quem sai ganhando são os consumidores, que devem ter um poder de escolha maior, processos de abertura, gestão e fechamento de conta facilitados. Tudo isso com preços mais justos e conveniência máxima.

Conheça as 5 principais tendências da transformação digital bancária

Todo o potencial da transformação digital bancária pode ser visto quando analisamos as principais tendências do mercado financeiro.

Seja entre as fintechs ou os grandes bancos que buscam se modernizar, é de esperar que as empresas do setor invistam cada vez mais tempo e dinheiro nos seguintes fatores:

1. Relacionamento 100% virtual

A primeira tendência já tem sido vista amplamente em praticamente todos os exemplos citados aqui: desde os bancos considerados tradicionais até os negócios mais inovadores, como o Nubank. Todos eles possuem canais 100% digitais.

Essa tendência só deve aumentar à medida que novas tecnologias, como os chatbots, sejam implantadas para facilitar ainda mais o atendimento virtual dos clientes.

Dessa forma, as empresas economizam custos enquanto oferecem um atendimento melhor e mais personalizado, 24 horas.

Ao mesmo tempo, os usuários do futuro vão tirar mais proveito dos serviços contratados em canais que já estão acostumados a usar, e podem escolher entre os diferentes canais digitais quais são seus favoritos para lidar com as finanças.

2. Plataformas completas

Entre as muitas startups voltadas para o segmento financeiro, nem todas oferecem exatamente as mesmas soluções. Enquanto algumas das mais proeminentes são focadas em cartões de crédito e pagamentos digitais, há também outras opções, como controle de finanças pessoais.

Dentro dessa gama enorme de empresas, outra tendência é que se formem plataformas completas, com diversos serviços complementares entre si, prontas para facilitar a vida dos clientes e gerar novas fontes de receita para as empresas.

Tome como exemplo o Guia Bolso, um aplicativo de gestão financeira pessoal. A empresa apostou na monetização por meio de análises de crédito e busca de opções de empréstimo com taxas mais baixas para os usuários, um modelo de negócio que faz total sentido.

As possibilidades para as fintechs e grandes bancos colaborarem para criar plataformas e ecossistemas bancários para os consumidores são ilimitadas.

3. Inteligência artificial

inteligência artificial para o setor bancário também já possui casos interessantes, que estão fazendo sucesso no Brasil e no mundo.

O que dizer dos robôs investidores, Warren e Monetus, que criam carteiras de investimento de acordo com o perfil de cada pessoa, e permitem fazer aportes a partir de R$100,00?

Esse tipo de inovação está revolucionando o mercado, pois transforma a maneira como as pessoas enxergam o dinheiro, o futuro e como devem usar seus recursos.

O sucesso de iniciativas digitais desse tipo devem promover o surgimento de outras aplicações para a inteligência artificial e aumentar seu papel no desenvolvimento da transformação digital bancária.

4. Cultura digital no DNA das empresas

Já se perguntou por que alguns dos maiores bancos, no Brasil e no mundo, investem na criação de startups independentes ou na aquisição de fintechs que se destacam?

Porque essas empresas já nascem com um DNA digital, algo extremamente difícil de replicar em corporações tão grandes.

Isso indica uma tendência que só vai ganhar força nos próximos anos: a cultura digital enraizada nos novos negócios que surgirem no setor bancário.

5. Propósito e ética

Quando os clientes têm poucas alternativas, fica difícil exigir que as instituições sigam altos princípios éticos e sociais. Como já vimos, essa situação está mudando, o que dá maior poder de decisão ao público.

Com isso, surge também uma nova necessidade para as empresas: agir com propósito e ética, de acordo com os valores dos clientes e da sociedade como um todo.

Em outras palavras, isso quer dizer que apesar de toda a tecnologia envolvida na transformação digital, um dos critérios mais importantes vai ser a capacidade das empresas de agir de forma humana, se envolvendo em causas sociais e defendendo princípios que os clientes prezam.

A transformação digital bancária já está a todo vapor, com tecnologias móveis e atendimento personalizado cada vez mais presentes nos serviços prestados. Ainda há muito a explorar, e a forte atuação das fintechs é um exemplo de que as oportunidades existem, e estão prontas para quem estiver disposto a aproveitá-las.

Gostou de saber mais sobre a transformação digital bancária? Entenda melhor esse conceito e descubra como revolucionar de vez o mercado financeiro com ele!