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Incertezas e ansiedade para a volta aos escritórios

Mesas e cadeiras em um escritório vazio

À medida que a pressão pela reabertura das atividades empresariais cresce em todo o mundo, uma boa parcela de profissionais do mercado não estão muito felizes com a ideia de voltar ao escritório.

A preocupação é especialmente alta entre os trabalhadores que vivem em famílias de várias gerações ou que sofrem com alguma comorbidade que as insere no grupo de risco do coronavírus.

Independentemente de qual seja o caminho escolhido, o panorama exige mais responsabilidade com as diretrizes sanitárias, e as escolhas na fase de retomada serão decisivas para os resultados de longo prazo.

O caminho de volta 

A pandemia do coronavírus forçou as organizações a encontrarem novas alternativas para garantir a continuidade dos seus processos de trabalho. Agora o desafio é tentar voltar ao estágio anterior, sem colocar a saúde das pessoas em risco. 

Diante da necessidade de medidas de isolamento, as tarefas antes realizadas nos escritórios foram facilmente transplantadas para o home office. No entanto, outras atividades mais complexas tiveram que ser repensadas.

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O que muitos empreendedores não podiam imaginar é que a covid-19 mudaria para sempre a maneira como trabalhamos. A tendência é o aumento das instâncias de trabalho irem de encontro às pessoas, em vez de solicitar que os profissionais vão para onde o trabalho está.

Por hora, veremos ao longo das próximas semanas algumas empresas experimentando o caminho inverso — levar as pessoas de volta ao ambiente corporativo. E isso pode ser decisivo para o sucesso na retomada do empreendimento.

De acordo com o Delano, o Banque de Luxembourg, por exemplo, pretende retornar com 30% da sua força de trabalho até o final de junho, o que representa um total de 962 funcionários. O Bloomberg afirmou que o Facebook está limitando sua capacidade no escritório em 25%. Na medida do possível, os negócios já estão iniciando o movimento de retorno.

Mais do que adotar medidas eficientes no combate à propagação do vírus, é importante certificar as estratégias hábeis para garantir que os funcionários sintam segurança e sejam produtivos.

Para tanto, uma abordagem humana da liderança durante esses tempos difíceis será muito bem-vinda. Isso ajuda na construção de um relacionamento de confiança, o que é vital para que os colaboradores voltem às suas rotinas de maneira voluntária e mantenham um bom nível de engajamento.

Outro aspecto fundamental nesta fase de volta para o local de trabalho é estabelecer uma boa comunicação com o seu time. Todos devem estar alinhados com as novas regras sobre a navegação pelo local de trabalho.

Mas, afinal, quais são os protocolos ideais para minimizar o risco de transmissão quando os funcionários retornarem a seus postos na empresa? Alguns exemplos são:

  • limitar a quantidade de pessoas nos departamentos e salas de reuniões;
  • monitorar a temperatura dos colaboradores;
  • determinar o uso de máscaras;
  • fechar cafés, lanchonetes e outros pontos de encontro;
  • instruir sobre evitar aperto de mãos;
  • instalar painéis de segurança entre as mesas;
  • disponibilizar desinfetante para mãos e superfícies.

Ansiedade e receio são comuns

Voltar ao escritório não é apenas uma preocupação dos Recursos Humanos e gerentes executivos. Diante do momento de incertezas, é comum que os trabalhadores também estejam buscando respostas, e isso faz aumentar o medo e a ansiedade.

Nesse sentido, embora os gestores tenham a necessidade de manter os negócios funcionando, todos esses fatores psicológicos vão influenciar na capacidade da empresa de manter um ambiente equilibrado e produtivo.

Por se tratar de uma fase em que o erro nas decisões precisam ser evitados ao máximo, é de extrema relevância que líderes e gerentes examinem todas as circunstâncias e também abram espaço para que os funcionários comuniquem suas preocupações. 

Para evitar que as emoções assumam o controle e coloquem tudo a perder, o diálogo aberto e honesto entre as partes envolvidas é indispensável para aumentar as chances de sucesso durante esse período.

Trabalhar de casa ainda pode ser uma realidade generalizada 

Embora o mercado já esteja experimentando medidas de flexibilização, o trabalho remoto ainda é uma realidade generalizada e é impossível afirmar quando o coronavírus será superado.

A verdade é que maioria das empresas viam o trabalho remoto como uma ação de curto prazo para enfrentar a covid-19, contudo, agora elas estão percebendo que esse modelo precisará fazer parte de suas estratégias de longo prazo. E provavelmente as coisas não voltarão a ser como antes.

Isso porque os gestores vislumbram uma grande chance de eliminar gargalos. É claro que cada negócio apresenta suas peculiaridades, mas ao manter pelo menos parte dos funcionários trabalhando em casa, tem-se uma economia de espaço, custos, tempo, entre outros fatores.

Outro ponto importante a ser considerado é a satisfação dos colaboradores — muitos profissionais conseguem ser mais produtivos no home office e avaliam de forma positiva a possibilidade de continuar suas atividades remotamente.

Pesquisas realizadas pela Universidade de Houston destacam que no setor de energia 70% dos trabalhadores afirmam que preferem continuar trabalhando remotamente. Além disso, cerca de 20% dos entrevistados disseram que prefeririam tirar férias sem remuneração do que serem forçados a voltar ao escritório no próximo mês. E ainda 5% dizem considerar deixar o cargo se fossem forçados a voltar ao escritório.

De fato, o retorno sem uma solução definitiva para o fim do coronavírus é um movimento que aflige tanto os empregadores como os funcionários. As incertezas são grandes e ansiedade para resolver a situação pode acabar levando a tomada de decisões erradas.

Portanto, o mais importante nesse momento é focar nas características do seu negócio — o que incluiu o perfil dos colaboradores — e avaliar as possibilidades mais adequadas para o seu caso.

As grandes empresas estão construindo seus próprios caminhos e tomando medidas em uma tentativa de fazer a equipe voltar ao escritório com segurança. Mas para um retorno bem-sucedido, é fundamental conseguir que os liderados entendam os motivos das mudanças.

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